Fazenda projeta impacto reduzido na economia brasileira caso Estados Unidos apliquem novas tarifas comerciais
O Ministério da Fazenda prevê impacto reduzido na economia brasileira diante de possíveis tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos. A taxação, proposta pelo USTR, baseia-se em alegações de pirataria, desmatamento ilegal e no sistema PIX
O Ministério da Fazenda projeta que a economia brasileira terá um impacto reduzido caso os Estados Unidos implementem novas tarifas sobre produtos nacionais. A possibilidade de taxação surge após a conclusão de uma investigação, em 1º de junho, conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR) sob a Seção 301.
O governo americano alega que o Brasil adota práticas que restringem ou oneram o comércio bilateral, citando a pirataria, o desmatamento ilegal e o sistema PIX. Como contrapartida a essas acusações, a proposta do USTR é a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.
Mitigação de impactos e resiliência
A pasta argumenta que o efeito agregado dessas medidas tende a ser modesto, pois a proposta prevê exceções para diversos produtos. Além disso, o Ministério da Fazenda destaca que as exportações brasileiras demonstraram resiliência após o "tarifaço" ocorrido em agosto do ano passado, iniciando uma recuperação gradual a partir de novembro.
Para reduzir eventuais danos setoriais, o governo implementou ações de apoio no ano anterior, focadas em:
* Ampliação de crédito;
* Aumento de liquidez;
* Diversificação de mercados consumidores.
Riscos externos e energia
Paralelamente às tensões comerciais, a Secretaria de Política Econômica monitora a instabilidade global provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. A interrupção do cessar-fogo na semana passada elevou as cotações do petróleo e o prêmio de risco.
Essa reescalada do conflito, que não estava prevista na análise inicial, representa um risco de alta para os preços de energia e pode pressionar negativamente a atividade econômica mundial.