Economia

FGC transfere R$ 37,7 bilhões a clientes do conglomerado Master entre janeiro e fevereiro

26 de Maio de 2026 às 06:04

O Fundo Garantidor de Créditos transferiu R$ 37,7 bilhões a clientes do conglomerado Master entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro. Os recursos foram destinados a títulos financeiros, privados e outras finalidades, com migração majoritária para bancos de maior porte. O Banco Central afirmou que a liquidação extrajudicial do grupo não gerou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional

FGC transfere R$ 37,7 bilhões a clientes do conglomerado Master entre janeiro e fevereiro
© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) transferiu R$ 37,7 bilhões a clientes do conglomerado Master, incluindo Master BI e Letsbank, entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano. Desse montante, R$ 20,77 bilhões (55,1%) foram destinados a títulos emitidos por instituições financeiras, R$ 1,47 bilhão a títulos privados e R$ 15,46 bilhões a outras destinações.

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, a maior parte desses valores migrou para bancos de maior porte. Instituições da categoria S1, que possuem ativos equivalentes a ao menos 10% do PIB ou forte atuação internacional, absorveram 40,9% dos recursos. Já os bancos S2, classificados como de grande porte e relevância sistêmica, receberam 24,2% do total.

O Banco Central monitorou a movimentação de cada CPF e CNPJ envolvido, conforme detalhado pelo diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino. A autoridade monetária afirmou que a liquidação extrajudicial do grupo Master não gerou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN), visto que o conglomerado representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a ausência de risco sistêmico ao classificar a instituição como um banco S3.

O REF indica que o sistema financeiro brasileiro mantém solidez, capitalização e liquidez confortáveis, mesmo diante de juros elevados e alta da inadimplência. Testes de estresse demonstram a capacidade de resistência dos bancos em cenários adversos, enquanto a rentabilidade das instituições permaneceu estável no segundo semestre de 2025, com o crescimento dos resultados operacionais compensando a elevação dos custos com provisões.

No entanto, o crédito para famílias e empresas perdeu ritmo em 2025. No segmento de pessoas físicas, houve aumento do comprometimento da renda e da inadimplência em todas as modalidades, com a expectativa de que a probabilidade de calotes continue subindo. O Banco Central ressalta que as provisões bancárias seguem adequadas para absorver as perdas previstas.

No âmbito dos pagamentos, o Pix registrou expansão, respondendo por 29% das transações no varejo durante o segundo semestre de 2025.

Com informações de Agência Brasil

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