Economia

Geladeiras antigas podem gerar desperdício anual de 240 reais segundo orientações do Inmetro

15 de Maio de 2026 às 12:08

A geladeira representa até 30% da conta de luz mensal, com desperdício anual estimado em R$ 240 para aparelhos antigos ou mal conservados. Novas regras de eficiência energética, vigentes desde 1º de janeiro de 2026, simplificaram a classificação da etiqueta ENCE para os níveis A, B e C. A substituição de modelos anteriores a 2022 por aparelhos com tecnologia inverter e etiqueta A pode reduzir o consumo em até 40%

Geladeiras antigas podem gerar desperdício anual de 240 reais segundo orientações do Inmetro
Inmetro alerta que abrir a geladeira sem planejamento, guardar alimentos quentes e instalar o aparelho sem ventilação aumentam o consumo de energia.

A geladeira representa entre 25% e 30% do valor médio da conta de luz mensal, tornando qualquer ineficiência no uso um custo recorrente para o consumidor. Modelos domésticos modernos consomem de 30 a 60 kWh por mês, mas aparelhos antigos ou com manutenção precária podem gerar um desperdício anual estimado em R$ 240, conforme orientações do Inmetro publicadas em 13 de janeiro de 2026.

O impacto financeiro ocorre porque a geladeira opera ininterruptamente, 24 horas por dia. Quando a temperatura interna sobe devido a falhas de vedação, instalação incorreta ou hábitos inadequados, o compressor precisa trabalhar por períodos mais longos para restabelecer o equilíbrio térmico, elevando o consumo de energia.

Entre os erros de uso mais comuns está a abertura frequente ou prolongada da porta, que permite a entrada de ar quente e força o acionamento do compressor. Outro fator de impacto é a inserção de alimentos ou recipientes quentes no aparelho; dependendo do volume e da temperatura, o sistema de refrigeração pode precisar operar por 30 minutos ou mais para resfriar o interior, além de causar condensação excessiva.

No aspecto técnico e de instalação, a falta de espaço entre o aparelho e a parede ou a presença de móveis que bloqueiem a ventilação impede a dissipação eficiente do calor, sobrecarregando o compressor. A eficiência também é comprometida pelo acúmulo de poeira e gordura na serpentina ou no condensador, que atuam como isolantes térmicos. O Inmetro recomenda a limpeza periódica desses componentes, sempre com o equipamento desligado.

A vedação da porta é outro ponto crítico. Borrachas com frestas ou deformações permitem a entrada constante de ar quente, simulando a porta aberta. A substituição desse componente custa, em média, entre R$ 60 e R$ 150, valor que se paga rapidamente diante da redução do gasto energético mensal.

Para quem busca a substituição do aparelho, novas regras de eficiência energética entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026. A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) agora utiliza a classificação simplificada A, B e C, eliminando os subníveis A+, A++ e A+++. O novo padrão A é mais rigoroso: para um modelo de duas portas com 350 litros, o consumo máximo permitido é de 14 kWh por mês, contra os 44 kWh aceitos anteriormente para a mesma percepção de eficiência.

A troca de uma geladeira fabricada antes de 2022 por um modelo moderno com tecnologia inverter e etiqueta A pode reduzir o consumo em até 40%. Considerando uma tarifa média de R$ 0,90 por kWh, a economia mensal varia de R$ 20 a R$ 40, totalizando entre R$ 240 e R$ 480 por ano. Para aparelhos com mais de 10 anos de uso, o retorno do investimento na troca ocorre em um período de 2 a 4 anos.

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