Economia

Governo brasileiro prevê que Estados Unidos confirmem novas tarifas sobre produtos nacionais até quarta-feira

13 de Julho de 2026 às 18:16

O governo brasileiro aguarda a definição dos Estados Unidos, esperada até quarta-feira (15), sobre a aplicação de tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos nacionais. O presidente Lula negou a ocorrência de um "tarifaço" durante visita ao DCTA em São José dos Campos (SP)

O governo brasileiro trabalha com a probabilidade de que os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos nacionais. A definição da Casa Branca é esperada até quarta-feira (15).

Nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não haverá um "tarifaço", em resposta a questionamentos sobre a possível elevação das taxas americanas. A declaração ocorreu durante visita ao Campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP).

Negociações e Cenários Comerciais

A expectativa de confirmação das tarifas é reforçada por Jamieson Greer, representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que indicou a distância entre as duas nações para a concretização de um acordo. O governo brasileiro aguarda a decisão oficial para estruturar uma resposta, embora negociadores avaliem a possibilidade de o Departamento de Estado dos EUA incluir um anexo modificado na decisão dos 25%, o que ampliaria a lista de exceções.

Ainda nesta semana, espera-se a realização de uma última reunião virtual entre a equipe brasileira e Jamieson Greer, na qual deve ocorrer uma prévia do posicionamento norte-americano.

Indústria e Soberania Nacional

Durante a agenda em São José dos Campos, o presidente conheceu a primeira turbina a gás desenvolvida no Brasil que utiliza etanol hidratado para a geração de energia elétrica. A tecnologia visa expandir o uso de biocombustíveis em sistemas de emergência, regiões isoladas e operações militares.

No evento, Lula defendeu a necessidade de investimentos nas Forças Armadas para a manutenção da soberania nacional e o fortalecimento da indústria de defesa. O presidente estabeleceu, ainda, a condição de que a exploração de minerais estratégicos, como as terras raras, exija o processamento da matéria-prima em território brasileiro, combatendo a exportação bruta desses recursos.

Com informações de G1

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