Governo dos Estados Unidos autoriza NVIDIA a vender GPUs H200 no mercado chinês
O governo dos Estados Unidos autorizou a NVIDIA a vender as GPUs H200 na China. O CEO da empresa defendeu a restrição de chips mais modernos ao país para manter a primazia tecnológica americana. A Huawei cresce no mercado local, mas mantém capacidade computacional inferior à da NVIDIA

A NVIDIA obteve autorização do governo dos Estados Unidos para comercializar as GPUs H200 na China, embora a diretora financeira da companhia, Collette Kress, tenha manifestado incerteza sobre a geração de receitas reais a partir dessas vendas. O modelo H200 integra a geração Hopper, situando-se atrás dos designs mais recentes, Blackwell e Vera Rubin.
Essa dinâmica de mercado é reflexo de restrições rigorosas impostas por Washington, que impedem a exportação de GPUs de IA avançadas para o território chinês. Para contornar as sanções, a NVIDIA desenvolveu produtos específicos para a China, mas enfrentou a proibição de importação de alguns desses itens por parte do governo chinês.
O CEO da empresa, Jensen Huang, reconheceu que a saída da NVIDIA abriu espaço para o crescimento de concorrentes locais, como a Huawei, que deve ter um desempenho extraordinário no próximo ano. Huang defendeu que a China não deve ter acesso aos chips de IA mais modernos, reiterando o apoio à primazia tecnológica dos Estados Unidos.
Apesar do aumento de pedidos por semicondutores domésticos na China, parte desse crescimento é atribuída a pressões governamentais. Além disso, sanções americanas sobre equipamentos de fabricação forçaram a Huawei a utilizar tecnologias de produção mais antigas.
A disparidade técnica permanece significativa: os chips de IA dos EUA são cerca de cinco vezes mais potentes que os da Huawei. Projeções indicam que, mesmo que a empresa chinesa produza dois milhões de chips de IA até 2026, sua capacidade computacional representaria apenas 4% da capacidade da NVIDIA.
Paralelamente, a transição da indústria para a IA autônoma altera a dinâmica do setor, devolvendo a relevância aos CPUs. Esse movimento reposiciona a Intel Corporation no cenário, com o CEO Lip-Bu Tan buscando a recuperação da companhia.