Economia

Governo federal registra a maior arrecadação de impostos para o mês de março desde 1995

29 de Abril de 2026 às 06:33

O governo federal arrecadou R$ 229,2 bilhões em março de 2026, recorde para o mês desde 1995, com alta real de 4,99% frente a março de 2025. No primeiro trimestre, a arrecadação somou R$ 777,12 bilhões. O resultado foi impulsionado pelo IOF, PIS, Cofins, IRRF e contribuições previdenciárias

O governo federal arrecadou R$ 229,2 bilhões em impostos e contribuições em março de 2026, o maior valor registrado para esse mês desde que a série histórica foi iniciada, em 1995. O montante representa uma alta real de 4,99% na comparação com março de 2025, após o ajuste da inflação. No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação totalizou R$ 777,12 bilhões, estabelecendo um novo recorde com crescimento real de 4,6%.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve destaque no resultado mensal, somando R$ 8,3 bilhões. O valor indica um salto real de 50,06% em relação ao mesmo mês do ano anterior e uma alta de 44,45% no acumulado do ano, impulsionado por alterações nas regras de tributação sobre câmbio e crédito implementadas em 2025.

A Receita Federal atribui a expansão dos recursos ao desempenho do PIS e da Cofins, que incidem sobre serviços e consumo, além do aumento do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e da contribuição previdenciária vinculada aos salários. Este último ponto reflete a ampliação da massa salarial e do emprego formal, que expandiram a base de contribuintes.

O cenário é resultado da combinação entre o crescimento da atividade econômica, que eleva a renda e o consumo, e medidas tributárias recentes. Entre as ações, destacam-se a reoneração de setores, ajustes na tributação de investimentos e o aumento de impostos sobre importações e operações financeiras.

A taxação de dividendos, instituída em 2026, gerou R$ 308 milhões em março. A norma prevê a cobrança de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas, medida utilizada para compensar a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Esses números impactam diretamente a meta fiscal de 2026, que prevê um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Embora a arrecadação elevada auxilie na redução do déficit público, projeções indicam que o resultado final do ano ainda pode ser negativo. O desempenho do restante do exercício seguirá condicionado a novas medidas fiscais, ao mercado de trabalho e à evolução econômica.

Com informações de Agência Brasil

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