Economia

Governo projeta impacto político se Estados Unidos confirmarem tarifa de 25% sobre exportações brasileiras

02 de Junho de 2026 às 12:11

O Palácio do Planalto prevê instabilidade política caso os Estados Unidos apliquem tarifa de 25% sobre exportações brasileiras no próximo mês. O governo Lula mantém negociações técnicas e diplomáticas para evitar a medida. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro solicitou a Donald Trump a não taxação das empresas nacionais

O Palácio do Planalto projeta um forte impacto político interno caso o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos confirme, no próximo mês, a aplicação de uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. A medida, que depende da decisão do governo de Donald Trump, deve recriar no país o clima de instabilidade observado durante o tarifaço de julho do ano passado.

A atual investigação sobre práticas comerciais desleais teve início em julho de 2025, período coincidente com as sanções políticas impostas ao Brasil e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Naquela ocasião, o governo americano aplicou uma taxa de 50%, decisão de caráter político tomada mesmo com o Brasil apresentando déficit comercial com os Estados Unidos, o que gerou forte mobilização do setor produtivo nacional.

Diante do cenário, a orientação do Poder Executivo é manter as negociações e a reação técnica e diplomática até julho, repetindo a estratégia utilizada anteriormente. O governo Lula rebateu todos os argumentos americanos sobre as supostas irregularidades comerciais, incluindo temas como pirataria, preservação ambiental, multas a grandes plataformas e o funcionamento do PIX. Para evitar respostas fora do tom diplomático, há um cuidado interno para que o presidente Lula não adote um discurso bélico.

Paralelamente, o senador e presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (2) ter solicitado a Donald Trump que não taxasse as empresas brasileiras. A movimentação ocorre em meio ao temor de desgaste eleitoral entre aliados, visto que a família Bolsonaro defendeu e articulou as retaliações americanas no ano passado, com pressão de Eduardo Bolsonaro para tentar reverter o processo judicial contra o pai.

Com informações de G1

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