Hotéis em cidades-sede da Copa de 2026 registram demanda por reservas inferior ao ano anterior
Hotéis nas cidades-sede da Copa de 2026 nos Estados Unidos registram demanda por reservas menor que no ano anterior. A AHLA indica que 80% dos estabelecimentos operam abaixo do esperado, enquanto a Fifa afirma ter vendido mais de cinco milhões de ingressos. O governo americano isentou torcedores de 50 países de depósito para solicitação de vistos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/B/UjN9B5RkKEEuZ6nknhAQ/dc499430-52d4-11f1-a650-a94a8fc7de38.jpg.webp)
O setor hoteleiro nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, registra uma demanda por reservas inferior à observada no mesmo período do ano anterior. De acordo com a Associação Americana de Hotéis e Acomodações (AHLA), oito em cada dez estabelecimentos nessas localidades apresentam níveis de ocupação abaixo do esperado, com muitos hoteleiros classificando o torneio como um evento irrelevante para o volume de negócios habitual do verão americano.
Em Houston, o Wanderstay Boutique Hotel, localizado a 1,5 km da zona de torcedores e próximo ao estádio local, opera com 45% de sua capacidade reservada para as datas da competição, enquanto no ano passado a taxa era de 70%. Situação semelhante é relatada no Fontaine Hotel, em Kansas City, e no Hotel InterContinental Buckhead, em Atlanta, onde o volume de consultas e reservas permanece abaixo dos níveis usuais.
A baixa adesão é atribuída a um conjunto de fatores econômicos e políticos. Entre os pontos citados estão o aumento do custo de vida, impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e a instabilidade gerada por batidas migratórias do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante o segundo mandato de Donald Trump. Somam-se a isso os preços dos ingressos, que chegam a US$ 32.970 para a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com valores no mercado de revenda superando US$ 2 milhões.
A Fifa, por sua vez, afirma que a demanda é sem precedentes, com mais de cinco milhões de ingressos vendidos. A entidade justifica os preços elevados como uma estratégia para combater a especulação de cambistas, mencionando que há entradas disponíveis por US$ 60.
Apesar do cenário atual, gestores hoteleiros esperam uma aceleração nas reservas conforme a tabela de jogos seja processada pelos torcedores. Em Kansas City, onde a Argentina estreia contra a Argélia em 16 de junho, o setor aposta em eventos como o Fifa Fan Festival e programações gastronômicas temáticas para atrair público.
No âmbito governamental, a Casa Branca estabeleceu um grupo de trabalho para a organização do evento. Para facilitar o fluxo de turistas, o governo americano isentou torcedores de 50 países da necessidade de depositar US$ 15 mil para a solicitação de vistos, desde que comprovem a posse de ingressos. Em contrapartida, a plataforma Airbnb projeta que a Copa de 2026 será o maior evento de hospedagem de sua trajetória.