IA e robótica podem automatizar todo o trabalho físico em cinco anos, projeta Roman Yampolskiy
A integração de IA e robótica humanoide pode automatizar todo o trabalho físico em cinco anos, podendo elevar o desemprego a 99% até 2030. A manutenção de vagas ocorreria apenas em nichos sociais, culturais, emocionais e na supervisão do desenvolvimento tecnológico
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A convergência entre sistemas de inteligência artificial avançada e a robótica humanoide pode automatizar a totalidade do trabalho físico em cinco anos, com impactos mais profundos previstos para 2030. Roman Yampolskiy projeta que a capacidade de as máquinas raciocinar, aprender e atuar no mundo material tornará a contratação de humanos inviável para a maioria das ocupações, expandindo a substituição para além de programadores, contadores e funções administrativas.
Essa transição para uma IA generalista poderia elevar o desemprego a patamares de 99%, superando drasticamente as estimativas convencionais. O cenário diverge de visões mais moderadas, como a de Bill Gates, que sugere a resiliência de perfis como biólogos, engenheiros de energia, atletas profissionais e programadores diante do avanço tecnológico.
A manutenção de postos de trabalho ocorreria apenas em nichos específicos, movidos por fatores sociais, culturais ou emocionais. A preferência por atendimento humano, baseada na confiança, manteria a demanda por serviços como a contabilidade tradicional, mesmo com a precisão superior dos algoritmos. Da mesma forma, a saúde mental, com terapeutas e orientadores, preservaria seu valor devido à busca por experiências humanas reais. O mercado de produtos artesanais também representaria uma parcela reduzida de sobrevivência econômica, similar à valorização de itens manuais frente à produção em massa.
As oportunidades remanescentes concentram-se na supervisão do desenvolvimento da IA e na tradução de seu funcionamento para cidadãos e empresas. Embora a gestão total de uma superinteligência seja considerada inviável a longo prazo, a implementação gradual da tecnologia é defendida como uma estratégia para prolongar o tempo de adaptação do mercado.