IBC-Br registra alta de 0,1% em maio e indica desaceleração da atividade econômica
O IBC-Br subiu 0,1% em maio, segundo o Banco Central, com alta na indústria e serviços e queda na agropecuária. O indicador acumulou alta de 1,2% no ano e 1,4% nos últimos 12 meses
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou alta de 0,1% em maio, na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (17). O resultado, calculado com ajuste sazonal, indica uma estabilidade da atividade econômica no período e representa uma desaceleração frente ao crescimento de 0,4% observado em abril.
Desempenho setorial e acumulados
A variação positiva de maio, a segunda consecutiva, foi impulsionada por setores distintos:
* Indústria: alta de 0,4%;
* Serviços: crescimento de 0,1%;
* Agropecuária: contração de 1%.
Em análises sem ajuste sazonal, o indicador apresentou alta de 0,8% em relação a maio do ano anterior. No acumulado do ano, o IBC-Br avançou 1,2%, enquanto a variação nos 12 meses encerrados em maio foi de 1,4%.
Política monetária e inflação
A redução no ritmo de crescimento da economia é prevista pelo Banco Central e pelo mercado financeiro, reflexo da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,5% ao ano. O patamar elevado da taxa é utilizado como ferramenta para controlar a inflação e buscar a convergência para a meta de 3%.
De acordo com a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, o hiato do produto permanece positivo, sinalizando que a economia opera acima de seu potencial de crescimento sem gerar pressões inflacionárias. Para 2026, a estimativa de crescimento do PIB é de 1,99%, valor inferior aos 2,3% registrados no ano passado.
Metodologia do indicador
O IBC-Br funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mas difere da metodologia do IBGE por não considerar o lado da demanda, focando em estimativas de impostos, indústria, serviços e agropecuária. O Banco Central utiliza esse índice para fundamentar decisões sobre a taxa de juros, visto que um crescimento econômico mais acelerado pode elevar a pressão inflacionária e dificultar a redução da Selic.