Ibovespa fecha em menor patamar desde março impulsionado por alta do petróleo e temor inflacionário
O Ibovespa caiu 1,19%, fechando aos 181.908 pontos nesta segunda-feira (11), influenciado pela alta do petróleo. O dólar à vista encerrou o dia a R$ 4,891, com recuo de 0,10%

O Ibovespa recuou 1,19%, fechando aos 181.908 pontos nesta segunda-feira (11), o menor patamar desde 27 de março. A queda foi impulsionada por ações sensíveis aos juros, reflexo do temor de que a alta do petróleo prejudique a trajetória de cortes da taxa Selic e piore as perspectivas inflacionárias.
No mercado internacional, o barril do Brent, referência para a Petrobras, subiu 2,88%, cotado a US$ 104,21, enquanto o WTI, do Texas, avançou 2,78%, atingindo US$ 98,07. A valorização do petróleo, somada à possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e à continuidade do conflito no Oriente Médio, ampliou a aversão ao risco no mercado acionário local.
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, registrando o menor valor desde 15 de janeiro de 2024. A moeda oscilou entre a máxima de R$ 4,9059 e a mínima de R$ 4,8858, mantendo-se praticamente estável, movimento repetido no dólar futuro para junho na B3. No exterior, o índice DXY, que monitora a moeda estadunidense frente a outras divisas fortes, também operou próximo da estabilidade.
Apesar da estabilidade doméstica, o dólar se valorizou frente a outras moedas emergentes após os Estados Unidos rejeitarem a proposta do Irã para o fim da guerra no Oriente Médio. O presidente Donald Trump classificou a oferta iraniana como "totalmente inaceitável" e afirmou que o cessar-fogo está "respirando por aparelhos", enquanto o Irã declarou prontidão para responder a novos ataques.
A moderação do câmbio no Brasil foi sustentada pelo diferencial de juros entre o país e os Estados Unidos, fator que favorece a entrada de capital estrangeiro. Esse cenário é corroborado pelo Boletim Focus, do Banco Central, que reduziu a projeção do dólar para o final do ano, passando de R$ 5,25 para R$ 5,20. A baixa liquidez do pregão e a incerteza geopolítica também limitaram apostas mais agressivas dos investidores.