Ibovespa fecha em queda pelo quinto dia consecutivo e atinge menor patamar desde janeiro
O Ibovespa caiu 0,91%, fechando a 172.197 pontos nesta segunda-feira (1º), com perdas por cinco pregões seguidos. O dólar recuou 0,39%, cotado a R$ 5,023, enquanto o petróleo Brent subiu 4,2%, atingindo US$ 94,98
O Ibovespa encerrou a segunda-feira (1º) aos 172.197 pontos, registrando queda de 0,91% e atingindo o patamar mais baixo desde 21 de janeiro. O resultado marca o quinto pregão consecutivo de perdas do índice principal da B3, que chegou a recuar mais de 1% durante a sessão, impulsionado principalmente pelo desempenho negativo de bancos e mineradoras.
No mercado de câmbio, o dólar fechou cotado a R$ 5,023, recuo de 0,39%. A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu mesmo com a alta do índice DXY e a aversão ao risco global, revertendo a tendência de alta de 1,82% observada em maio. No acumulado de 2026, a moeda dos Estados Unidos apresenta queda de 8,5% frente ao real.
O fortalecimento da moeda brasileira foi estimulado pela disparada dos preços do petróleo, commodity exportada pelo Brasil, o que tende a ampliar a entrada de dólares no país. O barril Brent, referência internacional, subiu 4,2%, fechando a US$ 94,98, enquanto o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 5,5%, encerrando a US$ 92,16.
A valorização do petróleo foi motivada pela interrupção das negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos, conforme informado pela agência Tasnim, além de discussões em Teerã sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global do insumo. Os contratos chegaram a subir mais de 6% ao longo do dia, mas recuaram parcialmente após declarações do presidente Donald Trump sobre a manutenção de contatos para conter a escalada do conflito no Oriente Médio. No cenário local, a alta da commodity beneficiou as ações da Petrobras, que avançaram contrariando a tendência de queda da bolsa.