Economia

Ibovespa interrompe sequência de baixas e encerra sessão em alta impulsionado por bancos e Petrobras

15 de Maio de 2026 às 06:11

O Ibovespa subiu 0,72%, fechando em 178.365 pontos, com alta em ações de bancos e da Petrobras. O dólar recuou para menos de R$ 5, enquanto o petróleo Brent e o WTI fecharam com leves altas. Índices de Nova York subiram após dados de varejo dos Estados Unidos e distensão entre EUA e China

O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,72%, atingindo os 178.365 pontos, interrompendo uma sequência de três dias de baixa. O desempenho foi impulsionado principalmente por papéis de bancos e da Petrobras, cujas ações ordinárias e preferenciais valorizaram 0,82% e 0,96%, respectivamente. Apesar da reação nesta quinta-feira, o índice acumula recuo de 3,12% na semana e de 4,78% no mês, embora mantenha alta de 10,70% no ano.

O dólar recuou para patamares abaixo de R$ 5, devolvendo parte da valorização superior a 2% registrada na quarta-feira. O movimento de alta anterior foi atribuído à instabilidade política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de operações de realização de lucros, dado que o real apresentava forte valorização em 2026. Mesmo com a queda recente, a moeda americana soma alta de 1,89% na semana e de 0,68% em maio.

No cenário externo, a melhora do apetite ao risco foi estimulada por sinais de distensão entre Estados Unidos e China. Donald Trump afirmou que o governo chinês concordou em manter a navegação no Estreito de Ormuz, via crucial para o transporte de petróleo. Somado a isso, dados positivos de vendas no varejo dos Estados Unidos reforçaram a resiliência da economia norte-americana, elevando os principais índices acionários de Nova York.

No mercado de commodities, o petróleo Brent para julho fechou com leve alta de 0,09%, cotado a US$ 105,72, enquanto o WTI para junho subiu 0,15%, chegando a US$ 101,17. A volatilidade foi provocada por relatos de que uma embarcação teria sido conduzida a águas iranianas perto dos Emirados Árabes Unidos. Para mitigar possíveis impactos na oferta global decorrentes das tensões no Oriente Médio, investidores monitoram a possibilidade de a Opep+ elevar a produção.

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