Economia

Indústria automobilística brasileira registra a maior produção mensal de veículos desde 2019

12 de Junho de 2026 às 18:04

A indústria automobilística brasileira produziu 253,5 mil veículos em maio, alta de 15,2% frente ao mesmo mês do ano anterior. As vendas do período somaram 274,7 mil emplacamentos, impulsionadas por modelos eletrificados. No acumulado do ano, a produção atingiu 1,1 milhão de unidades e as vendas totalizaram 1,148 milhão

A indústria automobilística brasileira registrou em maio a fabricação de 253,5 mil veículos, o melhor desempenho mensal desde 2019. O volume de produção no período representa um crescimento de 15,2% em relação a maio de 2025, elevando o acumulado dos cinco primeiros meses do ano para 1,1 milhão de unidades, alta de 7,1%.

O ritmo de vendas acompanhou a tendência de alta, com 274,7 mil emplacamentos em maio, superando em 21,7% o resultado do mesmo mês no ano anterior. A média diária de vendas atingiu 13,7 mil autoveículos, a maior marca desde dezembro de 2014. No acumulado do ano, as vendas superaram 1 milhão de unidades um mês antes do que em 2025, totalizando 1.148,2 mil veículos, o que equivale a um crescimento de 16,4%.

Os veículos eletrificados, incluindo modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in, impulsionaram esses números. A participação desse segmento saltou de 10,6% em junho de 2025 para 19,5% em maio. O mês registrou a maior venda de elétricos puros, com 21 mil unidades, enquanto os híbridos somaram 30,7 mil vendas. Em contrapartida, o setor de caminhões e ônibus foi o único a não apresentar alta, embora haja expectativa de recuperação via subsídios do programa Move Brasil 2.

No comércio exterior, as importações cresceram 17,4% nos cinco primeiros meses do ano, totalizando 223 mil unidades, com 55 mil vendas ocorridas especificamente em maio. A China consolidou-se como o principal fornecedor, com 108,4 mil veículos importados entre janeiro e maio, alta de 86,6%. Já as importações da Argentina recuaram 16,8%, somando 71,3 mil unidades.

As exportações brasileiras em 2026, porém, enfrentam queda, especialmente na América do Sul. A Argentina, principal destino, registrou recuo de 33,3%, com 89,6 mil unidades. O Uruguai e o Chile também apresentaram baixas de 34,5% e 19,6%, respectivamente, com vendas inferiores a 10 mil veículos cada. O México importou 31,6 mil unidades, queda de 0,5%, enquanto a Colômbia registrou alta de 14,5%, com 17,7 mil veículos.

A Anfavea aponta que a elevação global dos preços dos combustíveis encarece a produção e impacta o consumidor final. Esse cenário pressiona a inflação e pode dificultar a redução dos juros pelo Banco Central.

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