Início das operações da planta de hidrogênio verde da NEOM é adiado para 2027
A planta de hidrogênio verde da NEOM registrou 80% de avanço nas obras no primeiro trimestre de 2025, com investimento de US$ 8,4 bilhões. O projeto é dividido igualmente entre NEOM, ACWA Power e Air Products, com operação prevista para 2027
O investimento de US$ 8,4 bilhões na planta de hidrogênio verde da NEOM já apresenta 80% de progresso nas obras em todos os seus canteiros, conforme dados do primeiro trimestre de 2025. A operação é estruturada como uma joint venture com participações iguais de 33,33% entre NEOM, ACWA Power e Air Products, consolidando-se como a primeira instalação comercial de escala utility do mundo, com dimensões superiores a projetos similares na Ásia e Europa.
A infraestrutura utiliza 4 GW de eletricidade renovável, provenientes de ventos e radiação solar, para alimentar eletrolisadores de mais de 2 GW fornecidos pela thyssenkrupp. Esse processo separa a água em oxigênio e hidrogênio, sendo este último convertido em amônia verde para viabilizar o transporte e a exportação global. A Air Products detém a responsabilidade principal pela engenharia, procurement e construção do complexo.
No plano administrativo e financeiro, o empreendimento obteve a licença industrial do Ministério da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita em janeiro de 2023. Em maio do mesmo ano, o fechamento financeiro foi concretizado com a mobilização de 23 instituições financeiras e bancos internacionais. Segundo Ali Al-Kaabi, CEO da NGHC, a iniciativa conduz a transição energética global em conformidade com as metas da Visão Saudita 2030, focando na criação de um cenário livre de carbono.
A operação projeta a descarbonização de setores como a indústria pesada, navegação, aviação e transporte, com a expectativa de evitar a emissão de 5 milhões de toneladas de CO2 anualmente. Esse movimento integra a projeção de um mercado regional de hidrogênio estimado em SAR 750 bilhões até 2050.
Apesar do avanço nas obras e do financiamento assegurado, o cronograma de início das operações foi alterado de 2026 para 2027. O ajuste reflete a dependência de tecnologias emergentes e a complexidade logística de operar no ambiente desértico, fatores que podem acarretar novos atrasos.