INSS encerra junho com o menor volume de requerimentos pendentes dos últimos 21 meses
O INSS registrou 1,8 milhão de requerimentos pendentes em junho, o menor volume em 21 meses. O tempo médio de análise é de 50 dias, com a concessão mensal de 700 mil benefícios. A redução da fila ocorreu via nomeação de 800 profissionais, mutirões e implementação de telemedicina e Atestmed

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou junho com 1,8 milhão de requerimentos pendentes, o volume mais baixo dos últimos 21 meses. O dado, apresentado nesta terça-feira (30) em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília, revela que 825 mil solicitações estão em análise há menos de 45 dias, enquanto 555 mil aguardam resposta por um período superior a esse prazo. Outros 451 mil pedidos dependem de providências dos próprios segurados, como a entrega de documentos.
Atualmente, o tempo médio para a conclusão de uma análise é de 50 dias. O órgão mantém uma média mensal de 700 mil benefícios concedidos, tendo atingido o pico da série histórica em março deste ano, com 890 mil aprovações.
A redução da fila é atribuída a medidas operacionais, como a priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que reduziu o prazo de análise inicial de 45 para 30 dias. A estrutura de atendimento foi reforçada com a nomeação de 300 analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais, além da ampliação de mutirões para perícias médicas e avaliações sociais.
O instituto também implementou a telemedicina em regiões com carência de profissionais e adotou o Atestmed, que permite a concessão de benefícios por incapacidade via análise documental, eliminando a necessidade de perícia presencial em casos específicos.
Esses indicadores refletem na queda de 44% nas queixas sobre a demora nas análises registradas na Ouvidoria do INSS entre janeiro e maio. O volume de reclamações recuou de 14.491 para 8.047 registros no período.