Economia

Intel firma acordos com Apple e TeraFab para a produção de chips de inteligência artificial

19 de Maio de 2026 às 06:37

A Intel firmou acordos com a Apple e a TeraFab para a produção de chips de IA utilizando os processos 18A e 14A. A companhia projeta a produção em larga escala da tecnologia de 1,4nm para 2028. A operação busca expandir a base de clientes externos e repatriar a fabricação de semicondutores para os Estados Unidos

Intel firma acordos com Apple e TeraFab para a produção de chips de inteligência artificial
wccftech.com

A Intel está expandindo sua base de clientes externos e consolidando a recuperação de sua divisão de fabricação, impulsionada pela alta demanda global por inteligência artificial. A empresa firmou acordos plurianuais com a Apple e a TeraFab, que utilizarão as tecnologias mais recentes da companhia para a produção de novos produtos.

O avanço operacional é evidenciado pela estabilização do processo 18A. Após ajustes técnicos para alinhar as taxas de produção ao padrão da indústria, que oscila entre 7% e 8% ao mês, a Intel projeta um aumento significativo no volume dos processadores Panther Lake para os próximos meses. Esse desempenho atraiu o interesse de parceiros externos que agora solicitam acesso ao nó 18A.

A estratégia de longo prazo foca no processo 14A, a tecnologia de fabricação mais avançada da empresa, com 1,4nm. O cronograma prevê a prontidão para produção em larga escala em 2028, com volume total em 2029. O 14A, que visa competir diretamente com a tecnologia de 1,4nm da TSMC, já possui contatos com clientes via PDK 0.5, enquanto o PDK 0.9 deve ser lançado em breve. A Apple e a TeraFab, de Elon Musk, planejam utilizar esse processo para a fabricação de chips de IA.

No segmento de embalagem de chips, a tecnologia EMIB atingiu taxas de produção de 90% e está em fase de adaptação para viabilizar o atendimento a clientes externos. Paralelamente, a Intel registra recebimentos antecipados de clientes por substratos, componentes essenciais para a base dos chips. Esse movimento ocorre em um cenário de escassez de substratos ABF no mercado, com a Ajinomoto elevando preços devido a restrições de oferta.

A demanda por CPUs, impulsionada pela IA, cresceu a ponto de a Intel reutilizar chips de baixa qualidade para suprir o mercado. O volume de pedidos chegou a apresentar solicitações de aumento de previsão em três vezes em curto prazo, embora a empresa estime que a expansão total da capacidade ocorra ao longo de alguns trimestres.

Sob a gestão de Lip-Bu Tan, a Intel posiciona sua fabricação como um ativo estratégico para a soberania de semicondutores dos Estados Unidos, onde atualmente 90% dos processadores mais avançados são produzidos fora do país. A operação conta com o apoio do presidente Donald Trump para repatriar a produção tecnológica.

Notícias Relacionadas