Economia

Itamaraty tenta reverter tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos

10 de Julho de 2026 às 12:30

O Itamaraty busca reverter a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 25% sobre exportações brasileiras até 15 de julho. A CNI estima que a medida atinja 4,2 mil itens, incluindo ferro gusa, álcool etílico e molduras de madeira. Entidades empresariais enviaram carta a governos de ambos os países solicitando a continuidade das negociações

O Itamaraty trabalha para reverter a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, proposta pelo escritório do representante comercial americano (USTR). O prazo final para que os dois países cheguem a um acordo encerra-se no dia 15 de julho.

Caso a medida seja implementada, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que 4,2 mil itens brasileiros sejam atingidos, com destaque para o álcool etílico, molduras de madeira e o ferro gusa.

A gestão do governo Lula avalia que a postura dos Estados Unidos tem sido inflexível, com a apresentação de pontos considerados inegociáveis. No Palácio do Planalto e no Ministério das Relações Exteriores, a percepção é de que a decisão do USTR possui motivação política, ignorando as justificativas apresentadas pelo Brasil no último ano sobre temas como o PIX e o desmatamento.

Nesse cenário, a CNI, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e a U.S. Chamber of Commerce enviaram, na quinta-feira (9), uma carta conjunta solicitando a continuidade das negociações. O documento, endereçado aos ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, além do chefe do USTR, Jamieson Greer, e do secretário de Estado americano, Marco Rubio, defende que a solução seja negociada no âmbito das investigações da Seção 301.

As entidades empresariais argumentam que a relação entre as duas nações é estratégica em tecnologia, inovação, investimentos e comércio. O grupo sustenta que a negociação, em substituição à imposição de tarifas, garante maior previsibilidade e evita prejuízos a consumidores, trabalhadores e empresas de ambos os países.

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