Economia

Jeff Bezos afirma que a criatividade humana é o único elemento insubstituível pela inteligência artificial

13 de Maio de 2026 às 12:13

Jeff Bezos afirmou na Italian Tech Week 2025 que a criatividade humana é insubstituível pela inteligência artificial. O fundador da Amazon prioriza a inventividade em seus processos de contratação e na cultura organizacional de suas empresas

Jeff Bezos afirma que a criatividade humana é o único elemento insubstituível pela inteligência artificial
Reuters/Remo Casilli

A capacidade de inventar e a criatividade humana são os únicos elementos do mercado de trabalho que a inteligência artificial não conseguirá substituir. Esta visão foi defendida por Jeff Bezos durante a Italian Tech Week 2025, em Turim, onde o fundador da Amazon posicionou a inventividade como o motor fundamental de todo avanço tecnológico e a base para a criação de soluções inéditas.

Para o empresário, essa mentalidade foi o diferencial para que a Amazon atingisse a liderança global e para a prosperidade da Blue Origin no setor aeroespacial. Bezos associa essa competência a experiências práticas, como o período em que, na fazenda da família no Texas, precisou construir um guincho artesanal para consertar a transmissão de uma escavadeira ao lado do avô.

A valorização da inovação reflete-se nos processos de contratação de suas empresas, onde a experimentação é priorizada. Bezos, que afirma ser capaz de gerar cem ideias em trinta minutos diante de uma lousa branca, exige que candidatos a vagas de emprego apresentem exemplos de algo que tenham inventado. Na cultura interna da Amazon, a aversão a testar ideias com risco de falha ou a explorar novos caminhos resulta na saída do profissional da organização.

Essa postura serve como estratégia contra a concorrência, com Bezos admitindo ter mais receio de empreendedores iniciantes em garagens — remetendo à origem de companhias como Apple e Google — do que de competidores já estabelecidos.

O avanço da inteligência artificial intensificou a transição na valorização do capital humano, fazendo com que as empresas priorizem a adaptabilidade e a criatividade em detrimento de anos de experiência ou títulos acadêmicos. Essa perspectiva é endossada por Andy Jassy, atual CEO da Amazon, que argumenta que a atitude para aprender e se reinventar é intrínseca, enquanto o conhecimento técnico pode ser adquirido.

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