Jeff Bezos afirma que a inteligência artificial pode provocar a deflação de setores essenciais
Jeff Bezos afirma que a inteligência artificial pode causar deflação ao elevar a produtividade na produção de alimentos e moradias. O empresário condiciona a queda de preços à ausência de regulamentações excessivas. A tecnologia deve ampliar a eficiência econômica, embora possa causar disrupções no mercado de trabalho
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A inteligência artificial tem o potencial de provocar um cenário de deflação, reduzindo os custos de setores essenciais como a construção de moradias e a produção de alimentos. A tese, defendida por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin em entrevista à CNBC, sustenta que a tecnologia multiplicará a capacidade produtiva da economia ao permitir a entrega de mais bens e serviços com menos obstáculos.
Para que essa queda generalizada de preços ocorra, Bezos condiciona o desenvolvimento da IA à ausência de regulamentações prematuras ou excessivas. O empresário compara a implementação dessa tecnologia ao salto de produtividade de quem substitui uma pá por uma escavadeira em uma obra, argumentando que a automação avançada ampliará a eficiência econômica global.
Esse aumento da produtividade poderia gerar uma abundância financeira a ponto de permitir que, em domicílios com duas fontes de renda, um dos membros deixasse de trabalhar. No entanto, o processo deve causar disrupções no mercado de trabalho e na organização do emprego.
Mesmo diante da possibilidade de a IA enfrentar uma bolha financeira, Bezos afirma que a dinâmica de investimentos atuais impulsionaria o desenvolvimento econômico. Sobre a distribuição desses benefícios e a questão social, o empresário defende que o aumento da carga tributária sobre grandes fortunas não seria a solução isolada para os problemas sociais, reiterando que a força transformadora da tecnologia sobre o consumo e o trabalho será o motor principal nos próximos anos.