Economia

Minera Escondida investiu US$ 3,43 bilhões em sistema de dessalinização para operação de extração de cobre

24 de Maio de 2026 às 18:04

A BHP investiu US$ 3,43 bilhões em uma planta de dessalinização em Puerto Coloso, Chile, com capacidade de 2.500 litros por segundo. A estrutura fornece água para a Minera Escondida por meio de dutos e estações de bombeamento. O projeto integra a meta da empresa de encerrar o uso de água doce no país até 2030

Minera Escondida investiu US$ 3,43 bilhões em sistema de dessalinização para operação de extração de cobre
Dessalinização da BHP no Chile leva água do mar até Escondida, no Atacama, com tubulações gigantes e bombeamento extremo.

A Minera Escondida, operação controlada pela BHP no norte do Chile, investiu US$ 3,43 bilhões para implementar um sistema de dessalinização que se tornou pilar de sua estratégia hídrica. Inaugurada em 7 de abril de 2018 em Puerto Coloso, Antofagasta, a planta possui capacidade de 2.500 litros por segundo, sendo classificada na época como a maior da América Latina em sua categoria. A estrutura complementa uma unidade anterior de 525 l/s que já estava em operação há doze anos.

O objetivo do projeto é suprir a demanda de processamento mineral da maior mina de cobre do mundo, localizada a mais de 3.000 metros de altitude e a cerca de 170 km a sudeste de Antofagasta. Para viabilizar o transporte da água do mar tratada até a mina, a BHP instalou dois dutos de 42 polegadas, quatro estações de bombeamento de alta pressão, um reservatório e infraestrutura elétrica de alta tensão. A execução da obra demandou 45 milhões de horas de trabalho.

A operação do sistema de bombeamento e tratamento é sustentada por um contrato de longo prazo com a Usina Termoelétrica de Kelar. Originalmente projetada para carvão, a planta foi convertida para ciclo combinado a gás natural, visando a redução de emissões.

A implementação dessa infraestrutura responde à pressão sobre os recursos hídricos no deserto do Atacama. A BHP estabeleceu a meta de cessar o uso de água doce no Chile a partir de 2030, focando na ampliação do uso de água dessalinizada e na recuperação de volumes nos processos internos para diminuir a extração de aquíferos. A nova planta foi fundamental para manter a capacidade de processamento da Minera Escondida, especialmente durante o período de operação simultânea de três concentradores.

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