Economia

Morgan Stanley eleva projeção de distribuição de robôs humanoides na China para 50 mil unidades em 2026

26 de Junho de 2026 às 06:22

O Morgan Stanley elevou a projeção de distribuição de robôs humanoides na China para 50 mil unidades em 2026 e 446 mil em 2030. A expansão é impulsionada por suporte governamental, validação comercial e fortalecimento da cadeia de suprimentos. Empresas como Xpeng, Galbot, UBTech e Unitree registram produções e vendas no setor

Morgan Stanley eleva projeção de distribuição de robôs humanoides na China para 50 mil unidades em 2026
Xpeng

A Morgan Stanley elevou a projeção de distribuição de robôs humanoides na China para 50.000 unidades em 2026. Esta é a segunda revisão para cima feita pelo banco de investimento este ano, após ter dobrado a estimativa inicial em janeiro. A tendência de crescimento deve se estender até 2030, quando o volume anual deve alcançar 446.000 unidades. O mercado passará por uma mudança de perfil, com os modelos de tamanho completo saltando de 30% de participação em 2026 para 70% em 2028.

A expansão é sustentada por três pilares: validação comercial, fortalecimento da cadeia de suprimentos e suporte governamental. A implementação em larga escala no ambiente real substituiu as demonstrações controladas, permitindo a coleta de dados para acelerar a entrada no mercado.

No campo comercial, a Xpeng planeja iniciar a produção em massa no final de 2026. O modelo Iron será exposto em concessionárias da marca antes de começar as entregas globais em 2027. He Xiaopeng, CEO da companhia, assumiu a liderança da divisão de robótica para coordenar a fase de lançamento.

Contratos e vendas recentes reforçam o movimento. A Galbot firmou um acordo de quase 236 milhões de yuanes (aproximadamente 34,8 milhões de dólares) para fornecer 500 robôs a uma estatal de gestão de energia em Sichuan. A UBTech Robotics vendeu mais de 5.000 robôs de companhia em 20 dias, enquanto a Unitree Robotics distribuiu mais de 5.500 unidades em 2025 e prepara um IPO em Xangai avaliado em 4,2 bilhões de yuanes.

A infraestrutura produtiva chinesa apresenta vantagem sobre competidores ocidentais. Dados da Omdia indicam que, em 2025, a Tesla e a Figure AI produziram cerca de 150 robôs cada, volume significativamente inferior ao da Unitree. A dependência de insumos asiáticos ficou evidente em abril de 2025, quando a suspensão das exportações de ímãs de terras raras por Pequim limitou o estoque do robô Optimus, da Tesla, a 1.000 unidades. Como resposta ao cenário, o SoftBank adquiriu a divisão de robótica da ABB e confirmou a entrada do grupo na fabricação do setor.

O apoio político atua como catalisador, com a coordenação de oito ministérios para integrar a inteligência artificial ao cotidiano e compensar a aposentadoria de 300 milhões de trabalhadores. O governo determinou que diversas empresas estatais e dez províncias testassem a tecnologia em hospitais e fábricas em um prazo inferior a seis meses. Segundo regulamentação do Ministério do Comércio, a medida visa expandir a capacidade e a qualidade do consumo, criando novos pontos de crescimento econômico.

Notícias Relacionadas