Novas tarifas dos Estados Unidos impactam exportações brasileiras em 7,4 bilhões de dólares
Novas tarifas dos Estados Unidos, vigentes em 22 de julho, impactarão US$ 7,4 bilhões (18%) das exportações brasileiras. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, taxa em até 50% itens como aço, alumínio e autopeças. O governo brasileiro contestou a decisão e sinalizou o uso da Lei da Reciprocidade Econômica
As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofrerão um impacto direto em 18% de suas vendas, volume que corresponde a US$ 7,4 bilhões com base nos dados de 2024. O cenário é resultado do novo tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump, com vigência marcada para o dia 22 de julho.
Impactos na Balança Comercial
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, detalhou que a projeção para 2025 indica uma redução na participação dos setores atingidos, caindo para 15% do total exportado, o que representa US$ 5,8 bilhões.
A nova estrutura de taxação divide a pauta exportadora brasileira da seguinte forma:
* 57% dos produtos vendidos aos EUA permanecerão isentos de tarifas;
* 24% dos itens estão sujeitos a taxas que podem atingir 50%, com destaque para o aço, o alumínio e componentes do setor automotivo.
Base Legal e Reação Diplomática
A medida foi oficializada pelos Estados Unidos após investigação do Escritório do Representante de Comércio (USTR), aplicando uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A fundamentação jurídica ocorreu via Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado para coibir práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
Embora parte dos produtos tenha sido excluída da sobretaxa, o governo brasileiro contestou a decisão, argumentando que a medida carece de justificativa econômica e possui motivações políticas. Em nota, a gestão do presidente Lula definiu a ação como um "marco lastimável" para a relação entre as duas nações e sinalizou a possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica.