Ondas de calor podem causar prejuízo de 112,5 bilhões de euros na Alemanha até 2030
Ondas de calor podem causar prejuízo de 112,5 bilhões de euros na Alemanha até 2030. O impacto ocorre por queda na produtividade e aumento de custos operacionais. A produção do país deve ficar até 3% abaixo do previsto nos próximos quatro anos
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Ondas de calor recorrentes podem causar um prejuízo acumulado de 112,5 bilhões de euros na Alemanha até 2030, caso o padrão climático da última década se mantenha. O impacto financeiro é impulsionado por uma queda na produtividade e no aumento dos custos operacionais, transformando eventos meteorológicos em um choque econômico estrutural.
A perda de eficiência ocorre de forma progressiva: a partir dos 30 graus, cada grau adicional reduz a produtividade em 3%. Simultaneamente, os gastos com energia sobem 1,2% devido à maior demanda por refrigeração. No âmbito fiscal, a pressão sobre as contas públicas pode comprometer o saldo orçamentário em 0,9% do PIB anual.
Essa dinâmica deve fazer com que a produção alemã fique até 3% abaixo do previsto nos próximos quatro anos. A vulnerabilidade do continente europeu é acentuada por uma infraestrutura projetada para o frio, com edifícios que conservam o calor em vez de dissipá-lo. A disparidade tecnológica é evidente quando comparada aos Estados Unidos, onde 90% das residências possuem ar-condicionado, contra apenas 19% na Europa.
Embora a Alemanha apresente maior exposição do que países como Finlândia e Irlanda, a situação é mais crítica em nações do sul, como Itália e Espanha, onde as altas temperaturas já impactam a economia e a sociedade. A adaptação climática torna-se, portanto, um eixo central da política econômica para a União Europeia.