OPEP+ eleva cotas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia em agosto
A OPEP+ aumentou a cota de produção de petróleo em 188 mil barris diários a partir de agosto. O grupo reverte gradualmente um corte de 1,65 milhão de barris estabelecido em 2023. O petróleo Brent era negociado a cerca de US$ 72 por barril na última sexta-feira
A OPEP+ elevou as cotas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia a partir de agosto, conforme comunicado divulgado no domingo (5). O ajuste segue aumentos de mesma magnitude já aprovados para junho e julho. Entre abril e julho, os sete principais membros da aliança ampliaram a produção em quase 800 mil barris diários, embora a efetivação desses volumes tenha sido limitada pelo fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros de países como Iraque, Kuwait e Arábia Saudita, devido ao conflito entre EUA, Israel e Irã.
A produção do grupo registrou queda para 33,13 milhões de barris por dia em maio, contra 42,77 milhões em fevereiro. A recuperação do volume iniciou-se em junho, com apoio dos Estados Unidos para a ampliação das exportações dos Emirados Árabes Unidos e demais integrantes, embora os níveis ainda não tenham retornado aos patamares anteriores à guerra.
No mercado financeiro, o petróleo Brent era negociado próximo a US$ 72 por barril na sexta-feira (3), valor similar ao registrado antes do ataque de EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, e significativamente abaixo dos picos recentes que superaram US$ 120. A retração dos preços é resultado da queda nas importações da China, do aumento da oferta de produtores fora do Oriente Médio, da liberação recorde de estoques estratégicos coordenada pela Agência Internacional de Energia e de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã para o fim do conflito.
A gestão da produção, que envolve 21 membros, incluindo o Irã, é concentrada em sete países: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã. Esse grupo executa a reversão gradual de um corte de 1,65 milhão de barris por dia estabelecido em 2023. Com a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança em 1º de maio — motivada pelo interesse do país em alinhar a capacidade de produção à oferta efetiva sem restrições —, os sete membros restantes ainda possuem cerca de 379 mil barris por dia do corte original para reintegrar ao mercado a partir de agosto.
Caso a próxima reunião, agendada para 2 de agosto, resulte na aprovação de um novo aumento de volume equivalente ao de agosto, a OPEP+ terá revertido integralmente o corte de 2023. Paralelamente, a organização lida com a sinalização do Iraque quanto ao desejo de obter cotas de produção maiores.