Economia

Petrobras projeta suprir 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados com quatro plantas industriais

15 de Maio de 2026 às 06:11

A Petrobras pretende suprir 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados com a reativação de três plantas e a construção de uma unidade em Mato Grosso do Sul. A fábrica de Camaçari, na Bahia, retomará as atividades em janeiro de 2026 após investimento de R$ 100 milhões

Petrobras projeta suprir 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados com quatro plantas industriais
© SEAUD/PR

A Petrobras projeta suprir 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados por meio da reativação e construção de quatro plantas industriais. A meta visa reduzir a dependência externa do agronegócio, que atualmente importa entre 85% e 90% do insumo consumido. O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de consumo global, respondendo por 8% do volume mundial de fertilizantes.

Um dos pilares dessa estratégia é a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen), em Camaçari, que retomará as operações em janeiro de 2026 após seis anos de inatividade. Com um investimento de R$ 100 milhões, a unidade tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, suprindo cerca de 5% da necessidade nacional. A reabertura da planta gera 900 empregos diretos e 2,7 mil postos indiretos na região.

O plano de expansão inclui a reabertura da Fafen em Laranjeiras, Sergipe, e da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná. Adicionalmente, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, está em fase de construção com previsão de início de operação para 2029. A produção desses insumos, essenciais para a escala da produção de alimentos e para a competitividade das exportações agrícolas brasileiras, utiliza gás natural como matéria-prima.

Durante visita à unidade de Camaçari nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania na produção de fertilizantes para mitigar a vulnerabilidade do setor agrícola. O presidente comparou a retomada dessas fábricas ao impulso dado ao setor naval e criticou a política anterior de priorizar importações em detrimento da indústria interna, argumentando que a produção nacional promove a qualificação da mão de obra e o desenvolvimento tecnológico.

Lula também questionou a venda da BR Distribuidora, alienada entre 2019 e 2021 e atualmente denominada Vibra Distribuidora. Para o presidente, a privatização do ativo retirou da Petrobras a capacidade de influenciar os preços de combustíveis nos postos, manifestando o desejo de que a companhia retorne ao setor de distribuição de gasolina.

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