Economia

Piauí estuda instalação de primeira planta de energia solar concentrada com armazenamento térmico no Brasil

12 de Maio de 2026 às 06:21

CGN Brasil, Governo do Piauí e Piauí Instituto de Tecnologia estudam a viabilidade de uma planta de energia solar concentrada de 100 MW no estado. O projeto, em fase de pesquisa, analisa dados técnicos e ambientais para implementar a tecnologia de armazenamento térmico no país

Piauí estuda instalação de primeira planta de energia solar concentrada com armazenamento térmico no Brasil

A CGN Brasil, em parceria com o Governo do Piauí e o Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), conduz estudos de viabilidade para a instalação de uma planta-piloto de energia solar concentrada (CSP) com armazenamento térmico de aproximadamente 100 MW. A tecnologia, ainda inédita no Brasil, visa transformar o estado em um polo de geração renovável despachável, permitindo a produção de eletricidade mesmo após o pôr do sol.

Diferente dos sistemas fotovoltaicos convencionais, que dependem da luz solar imediata, a tecnologia CSP utiliza grandes superfícies refletoras para concentrar a radiação em um receptor térmico. Esse processo aquece fluidos que armazenam o calor, o qual é posteriormente utilizado para movimentar turbinas e gerar energia. A iniciativa busca mitigar a intermitência das fontes solares e superar limitações de escoamento da rede elétrica.

A escolha do Piauí para a análise técnica fundamenta-se na forte presença de ativos eólicos e solares na matriz elétrica estadual. Para validar a implantação, o projeto avalia dados de irradiância direta normal, regime de nuvens, temperatura e a disponibilidade de áreas para a instalação dos espelhos, além de analisar a integração ao sistema elétrico e os impactos ambientais.

O desenvolvimento da proposta encontra-se na fase de pesquisa e desenvolvimento, sem cronograma definido para obras ou operação. Como parte desse processo, o Edital PIT nº 08/2026, publicado em 15 de abril de 2026, selecionou quatro bolsistas — três mestres e um assistente de pesquisa — para atuar em simulações de produção, análise de normas e estudos de riscos ambientais.

A base técnica do projeto utiliza referências internacionais de países como China, Espanha, Estados Unidos, Marrocos e Chile para comparar custos, materiais e desempenho. A cooperação inclui intercâmbio profissional e visitas a plantas operacionais na China.

A CGN Brasil, que possui 100 GW de capacidade instalada globalmente e um portfólio de 506 MW em ativos solares e eólicos no Piauí, destaca que a inovação visa ampliar a confiabilidade das energias renováveis no país. O governo estadual reforça que a parceria é estratégica para atrair investimentos e fortalecer o desenvolvimento regional por meio da inovação tecnológica.

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