Economia

Preços do petróleo caem com a normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz

24 de Junho de 2026 às 18:03

Os barris de petróleo Brent e WTI fecharam em queda de 4,3% e 3,9%, cotados a US$ 73,74 e US$ 70,34, respectivamente. A baixa ocorreu após a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e o aumento da oferta de países do Golfo Pérsico

O barril do Brent, referência internacional, registrou queda de 4,3% nesta quarta-feira (24), fechando a US$ 73,74. No mesmo dia, o West Texas Intermediate (WTI), principal indicador dos Estados Unidos, recuou 3,9%, encerrando a cotação a US$ 70,34. Durante o pregão, o Brent atingiu US$ 73,12, o patamar mais baixo desde 27 de fevereiro, enquanto o WTI operou abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

A desvalorização reflete a redução dos riscos de interrupção no fornecimento global de petróleo, impulsionada pela normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informou durante o Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, que aproximadamente 20 milhões de barris atravessaram o corredor marítimo nas últimas 24 horas. O volume, que já se aproxima dos níveis anteriores ao conflito entre Irã e Israel, teve sua recuperação retardada pela presença de minas iranianas na região.

Complementando esses dados, o presidente Donald Trump afirmou que o fluxo diário no estreito chegou a 19 milhões de barris, superando a média de 16 milhões a 18 milhões de barris registrada antes da guerra. A movimentação foi reforçada pela saída de três petroleiros que estavam retidos na área, transportando juntos 5 milhões de barris, dos quais duas embarcações seguem para a Ásia.

A liberação gradual de cargas no Golfo é resultado de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã. Somado ao fluxo marítimo, a pressão nos preços foi intensificada pelo aumento da oferta nos países do Golfo Pérsico: os Emirados Árabes Unidos recuperaram a maior parte da produção anterior ao conflito, e o Iraque e o Kuwait ampliaram suas exportações para o mercado internacional.

Com informações de G1

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