Economia

Problemas de saúde mental geram impacto financeiro de US$ 5 trilhões na economia mundial

09 de Junho de 2026 às 09:34

Distúrbios cerebrais e de saúde mental causam prejuízo anual de US$ 5 trilhões à economia global, com projeção de US$ 16 trilhões até 2030. A perda de produtividade por ansiedade e depressão soma US$ 1 trilhão, enquanto o desengajamento gera perdas de US$ 8,8 trilhões. Estratégias de saúde cerebral podem injetar US$ 6,2 trilhões no PIB mundial até 2050

Distúrbios cerebrais e problemas de saúde mental geram um impacto financeiro anual de US$ 5 trilhões na economia mundial. Caso não ocorram intervenções eficazes, esse montante pode saltar para US$ 16 trilhões até 2030, conforme o estudo "Creating Workplace Environments that Support Brain Health", realizado pela Sodexo em colaboração com a Global Brain Health Initiative e a Social Impact Partners.

A perda de produtividade decorrente de quadros de ansiedade e depressão soma US$ 1 trilhão por ano, resultando em 12 bilhões de dias de trabalho perdidos anualmente. Somado a isso, o desengajamento de funcionários provoca prejuízos globais estimados em US$ 8,8 trilhões, o que representa 9% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Em contrapartida, a implementação de estratégias voltadas à saúde cerebral tem o potencial de injetar US$ 6,2 trilhões no PIB global até 2050, por meio da ampliação do engajamento, da produtividade e da redução de afastamentos.

O ambiente corporativo é apontado como peça central para reverter esses índices, dado que um trabalhador passa, em média, 90 mil horas de sua vida no exercício profissional. A responsabilidade das empresas sobre os riscos à saúde mental foi ampliada com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), vigente desde maio. Nesse cenário, a segurança psicológica deve ser integrada ao design do ambiente e à cultura organizacional, deixando de ser vista como um benefício isolado para se tornar parte da estratégia de negócio e da sustentabilidade das organizações.

A abordagem proposta para a preservação da saúde cognitiva integra fatores como sono, alimentação, atividade física, gestão do estresse, conexões sociais, propósito, aptidão mental, ambiente físico e cuidado preventivo. Elementos estruturais, como a qualidade do ar, a redução de ruídos, a iluminação natural, a existência de espaços de convivência e o estímulo ao descanso, influenciam a capacidade de adaptação e o desempenho cognitivo, reduzindo o estresse.

O componente social também é determinante, visto que a solidão no trabalho eleva em 31% o risco de demência, além de estar vinculada a maiores taxas de esgotamento mental, depressão e ansiedade.

Notícias Relacionadas