Economia

Produção brasileira de grãos deve atingir recorde histórico de 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

12 de Junho de 2026 às 06:31

A Conab estima que a produção brasileira de grãos atinja recorde de 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 1,8%. A soja deve render 180,3 milhões de toneladas e o milho 140,5 milhões, enquanto arroz, algodão, feijão e trigo apresentam queda

Produção brasileira de grãos deve atingir recorde histórico de 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26
© CNA/WENDERSON ARAUJO/TRILUX

A produção brasileira de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume que representa um novo recorde histórico. O crescimento é de 1,8% em relação ao ciclo 2024/25, o que equivale a um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atribuem esse desempenho às condições climáticas favoráveis e à expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares.

A soja é o principal motor desse avanço, com uma produção estimada em 180,3 milhões de toneladas, alta de 8,8 milhões de toneladas frente à safra anterior. O resultado é fruto da ampliação da área plantada, do uso de pacotes tecnológicos e do clima favorável.

No caso do milho, a soma das três safras deve totalizar 140,5 milhões de toneladas. A primeira safra, com 87,7% da área já colhida, projeta 29,3 milhões de toneladas, um salto de 17,7% comparado à temporada 2024/25. Esse ciclo registrou produtividade recorde na série histórica da Conab, com 7.110 quilos por hectare, alta de 7,6%. Para a segunda safra, que está no início da colheita, a expectativa é de 107,9 milhões de toneladas, enquanto a terceira safra, com plantio quase encerrado, deve render 3,3 milhões de toneladas.

Outros grãos apresentam comportamentos distintos. O sorgo deve colher 7,62 milhões de toneladas, um aumento de 24,9% (1,5 milhão de toneladas) em relação ao período anterior. Já o algodão, na segunda safra, projeta 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,5% devido à redução da área semeada.

O arroz deve registrar 11,1 milhões de toneladas, recuo de 13,2% motivado por condições de mercado que reduziram a área destinada ao cereal. O feijão apresenta uma queda ligeira de 0,5%, com previsão de 3 milhões de toneladas ao final das três safras. Apesar da retração nesses dois itens, a Conab garante a manutenção do abastecimento do mercado interno.

O trigo também deve ter queda na produção, com estimativa final de 6,3 milhões de toneladas. A redução decorre de uma área de plantio menor que a da safra anterior, estando a cultura com 45,3% da área prevista ocupada no momento.

Com informações de Agência Brasil

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