Economia

Receita Federal inicia pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026

29 de Maio de 2026 às 09:08

A Receita Federal inicia nesta sexta-feira (29) o pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. O cronograma prevê quatro etapas de devoluções entre maio e agosto, com o segundo lote programado para 30 de junho

Receita Federal inicia pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026

A Receita Federal inicia nesta sexta-feira (29) o pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026, data que coincide com o encerramento do prazo para a entrega das declarações. O cronograma total de devoluções para este ano prevê quatro etapas, com pagamentos distribuídos entre maio e agosto.

O segundo lote, programado para 30 de junho, deve contemplar aproximadamente 9 milhões de contribuintes, movimentando cerca de R$ 16 bilhões. Somados, os dois primeiros repasses devem concentrar 80% do volume total de restituições estimadas para 2026. Para este segundo grupo, o valor será acrescido de uma correção de 1%, seguindo a regra de juros equivalentes à taxa Selic acumulada mensalmente desde a data de entrega da declaração até o mês anterior à liberação, somada a 1% no mês do crédito.

As datas subsequentes para a restituição estão fixadas em 31 de julho (3º lote) e 31 de agosto (4º lote). A consulta para verificar a inclusão no segundo pagamento estará disponível a partir de 23 de junho, por meio do site da Receita Federal, do aplicativo do órgão ou do Portal Meu Imposto de Renda, no e-CAC.

A prioridade para o primeiro lote foi direcionada a quem enviou a declaração até 10 de maio, não apresentou inconsistências e se enquadrou nos critérios de prioridade. Contribuintes que entregaram o documento após 10 de maio, e que não estejam retidos na malha fina, tendem a ser alocados nos lotes seguintes.

A ausência do nome no primeiro pagamento não indica obrigatoriamente a existência de erros. No entanto, a Receita orienta a verificação do extrato da declaração para checar o processamento, a posição na fila ou eventuais pendências. Caso sejam identificados rendimentos omitidos, dados incorretos, despesas sem comprovação ou divergências em relação aos informes, é necessária a entrega de uma declaração retificadora.

A regularização de pendências é condição essencial para a liberação do recurso, embora o envio da retificadora possa deslocar o contribuinte para o final da fila de restituição. A falta de correção pode levar à necessidade de apresentação de documentos complementares ao Fisco.

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