Redução de impostos e reforma tributária são prioridades para executivos industriais entre 2027 e 2030
Para 29% de executivos industriais, a redução de impostos e a reforma tributária são as prioridades do governo federal entre 2027 e 2030. Pesquisa da Nexus com 1.003 gestores indica que 41% pretendem manter investimentos e 28% planejam expandi-los. A CNI apresentou os dados a pré-candidatos e defendeu a revisão do BPC e a desvinculação de mínimos constitucionais

A redução de impostos e a consolidação da reforma tributária são as prioridades centrais para a gestão federal entre 2027 e 2030, segundo 29% de executivos industriais. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (22), revela que a pauta fiscal e tributária prevalece sobre as políticas de incentivo à produção, que foram eleitas como urgentes por 21% dos entrevistados. Outros 22% dos empresários destacam a manutenção do equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública como eixos fundamentais para o próximo mandato do Executivo.
No âmbito do ambiente de negócios e dos custos operacionais, a redução de impostos assume maior relevância, sendo a prioridade para 45% dos respondentes. A redução de juros e a ampliação da oferta de crédito aparecem para 26%, enquanto o incentivo à indústria e à produção mantém a marca de 21%. No último ano, a maioria dos gestores identificou a alta carga tributária, a taxa de juros elevada e a indisponibilidade de mão de obra como os fatores de maior impacto negativo no setor.
Quanto ao planejamento financeiro para os próximos quatro anos, 41% dos industriais pretendem manter o volume atual de investimentos, enquanto 28% planejam expandir a aplicação de recursos. No sentido oposto, 20% não pretendem investir no período e 9% indicaram a intenção de reduzir os aportes.
Os dados foram apresentados a pré-candidatos durante o evento "A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis". Na oportunidade, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a implementação de políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas pastas de educação e saúde, medidas que enfrentam críticas de entidades representativas desses setores.
A pesquisa foi conduzida pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados entre 7 de maio e 5 de junho, abrangendo 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte em todas as regiões do Brasil.