Remuneração média do trabalho doméstico formal aumenta entre dezembro de 2024 e 2025
O Ministério do Trabalho e Emprego registrou 1.302.792 postos formais de trabalho doméstico, com média salarial de R$ 2.047,92 em dezembro de 2025. São Paulo concentra 391.991 contratações, sendo a função de serviços gerais a mais comum, com 991.391 vagas. O perfil predominante é de pessoas brancas ou pardas, com ensino médio completo e idade entre 50 e 59 anos
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou, em estudo divulgado nesta sexta-feira (10), que o trabalho doméstico com vínculo formal soma 1.302.792 registros ativos. O volume de contratações apresenta estabilidade, situando-se ligeiramente abaixo dos 1.343.792 vínculos contabilizados em 2024. No entanto, houve crescimento na remuneração média real, que subiu de R$ 1.949,06, em dezembro de 2024, para R$ 2.047,92, em dezembro de 2025.
A maior concentração de postos de trabalho está nos serviços gerais, com 991.391 vínculos e média salarial de R$ 1.952,44. Entre as demais funções, as babás somam 124.753 registros e remuneração média de R$ 2.098,67, enquanto os cuidadores de idosos totalizam 75.908 vínculos, com média de R$ 2.281,78. Motoristas de carro de passeio registram 20.061 vínculos e média de R$ 3.142,17. A maior remuneração média do setor é a de enfermeiro, que atinge R$ 4.813,10, apesar de contar com apenas 453 vínculos.
Quanto ao perfil dos trabalhadores, a maioria se autodeclara branca (44,54%) ou parda (41,56%). No quesito escolaridade, predominam os profissionais com ensino médio completo, somando 545.468 pessoas, seguidos por aqueles com ensino fundamental incompleto (350 mil) e fundamental completo (218.794). A faixa etária predominante é a de 50 a 59 anos, com 450.516 vínculos, seguida pela de 40 a 49 anos (414.572) e de 30 a 39 anos (184.258).
A distribuição geográfica aponta São Paulo como o estado com maior número de contratações, com 391.991 vínculos, seguido por Minas Gerais (158.383) e Rio de Janeiro (140.772). Na região Nordeste, destacam-se Bahia (68.589), Pernambuco (57.570) e Ceará (28.885). Já no Sul e Centro-Oeste, os volumes são menores, com ênfase no Rio Grande do Sul (66.539), Paraná (56.126) e Goiás (54.469). O MTE ressalta que as médias salariais são mais elevadas no Sudeste e no Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentam valores inferiores, evidenciando as desigualdades regionais do mercado de trabalho.