Economia

Rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro atinge recorde histórico no primeiro trimestre de 2026

30 de Abril de 2026 às 15:17

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, recorde desde 2012. A massa de rendimento totalizou R$ 374,8 bilhões, enquanto a taxa de desemprego caiu para 6,1%

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o patamar mais elevado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. O valor representa um crescimento real de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2025. Este é o segundo trimestre consecutivo com ganhos acima de R$ 3,7 mil, sucedendo o período encerrado em fevereiro, que registrou R$ 3.702, e superando em 1,6% o rendimento de R$ 3.662 do quarto trimestre de 2025.

A massa de rendimento, que soma os salários de todos os trabalhadores, também alcançou recorde histórico, totalizando R$ 374,8 bilhões. O montante cresceu 7,1% acima da inflação em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, injetando R$ 24,8 bilhões adicionais na economia.

A elevação da média salarial é atribuída, em parte, ao novo salário mínimo de R$ 1.621, implementado em janeiro. Outro fator determinante foi a redução de 1 milhão de pessoas no contingente de ocupados entre o fim de 2025 e o início de 2026, com a saída concentrada em trabalhadores informais, que possuem remunerações menores.

No detalhamento por setores, oito dos dez grupos de atividades analisados pelo IBGE mantiveram rendimentos estáveis. As altas ocorreram no comércio, com incremento de 3% (R$ 86), e na administração pública, com alta de 2,5% (R$ 127).

O mercado de trabalho apresentou a menor taxa de desemprego já registrada para o primeiro trimestre, fixada em 6,1%. Paralelamente, a taxa de informalidade caiu para 37,3% da população ocupada — o que representa 38,1 milhões de pessoas —, vindo de 37,6% no final de 2025 e 38% no primeiro trimestre de 2025.

Essa redução da informalidade impulsionou a proporção de trabalhadores contribuintes da previdência, que chegou a 66,9% dos ocupados, o maior índice da série. O volume de pessoas com proteção social, incluindo aposentadorias e pensões, soma 68,174 milhões de trabalhadores, abrangendo empregados, empregadores, domésticos e autônomos vinculados a institutos oficiais federais, estaduais ou municipais.

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