Economia

Rioprevidência destinará R$ 100 milhões de recursos excedentes para o pagamento de benefícios previdenciários

10 de Junho de 2026 às 06:11

O Rioprevidência destinará R$ 100 milhões de recursos excedentes para pagar benefícios previdenciários até o fim do ano. A autarquia adotou critérios de investimento mais conservadores no Fundo Administrativo. A Polícia Federal investiga aportes de cerca de R$ 3 bilhões do fundo em ativos do Banco Master

Rioprevidência destinará R$ 100 milhões de recursos excedentes para o pagamento de benefícios previdenciários
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

O Rioprevidência destinará cerca de R$ 100 milhões de recursos excedentes do seu fundo de custeio para o pagamento de benefícios previdenciários até o final deste ano. A medida, aprovada pela diretoria executiva no dia 2, visa reforçar a quitação de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro, servindo também como um limitador de despesas futuras. A nova regra aguarda a validação do Conselho de Administração do instituto, com sessão marcada para o fim de junho.

Paralelamente, a autarquia alterou a estratégia de gestão do Fundo Administrativo, que passará a adotar critérios de investimento mais conservadores, priorizando ativos de curto prazo e maior liquidez para evitar a exposição a riscos.

Essas movimentações ocorrem enquanto o órgão é alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, especificamente na oitava fase realizada em 26 de maio. A apuração foca no envolvimento do ex-governador Cláudio Castro em aplicações irregulares de aproximadamente R$ 3 bilhões do fundo de previdência em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.

Relatórios parciais da PF, encaminhados ao ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, detalham que o Rioprevidência aportou R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Posteriormente, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, foram realizados novos aportes de R$ 2,01 bilhões em fundos estruturados pelo mesmo grupo financeiro, motivados por entraves regulatórios.

Com informações de Agência Brasil

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