Rodoviários do Rio de Janeiro rejeitam proposta de reajuste salarial e aguardam nova audiência no TRT1
Rodoviários do Rio de Janeiro recusaram reajuste salarial de 4,5% e propuseram piso de 12% em duas parcelas, além de tíquete alimentação de R$ 1 mil. O impasse será discutido em audiência no TRT1 na segunda-feira (13). A categoria segue em greve desde 29 de junho

Os rodoviários do Rio de Janeiro rejeitaram a proposta patronal de reajuste salarial baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi elevada de 4,39% para 4,5%. Em contrapartida, a categoria flexibilizou a reivindicação do piso salarial, reduzindo o índice de reajuste de 17% para 12%, a ser pago em duas parcelas. O pleito dos trabalhadores inclui ainda a implementação de um tíquete alimentação no valor de R$ 1 mil.
O impasse será discutido em nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), marcada para a próxima segunda-feira (13). O encontro anterior, previsto para esta quarta-feira (8), foi adiado pelo TRT-RJ para que as partes busquem um acordo sobre a recomposição salarial.
A paralisação teve início em 29 de junho, motivada por demandas que abrangem o reajuste de salários, a ampliação de benefícios e o pagamento de horas extraordinárias referentes ao intervalo de refeição. Embora o movimento tenha sido suspenso em assembleia realizada no dia 2 deste mês, a categoria permanece em estado de greve, condicionando o retorno definitivo ao avanço das negociações entre o sindicato, as empresas e a Justiça do Trabalho.
O impacto da greve comprometeu a mobilidade urbana na capital fluminense, gerando atrasos superiores a duas horas para trabalhadores e sobrecarregando o metrô, os trens e os ônibus articulados, que não supriram a demanda do transporte comum. O Rio Ônibus afirmou que mantém as negociações para viabilizar um acordo e encerrar a possibilidade de novas paralisações.