Rodoviários do Rio mantêm greve, mas preservam operação de ônibus enquanto aguardam negociações de dissídio
Rodoviários do Rio de Janeiro mantêm greve, mas operam ônibus normalmente enquanto aguardam negociações de quarta-feira (8). A categoria reduziu a pretensão de reajuste salarial de 17% para 12%, enquanto as empresas elevaram a oferta para 4,5%. As reivindicações incluem pisos salariais de R$ 4 mil e R$ 5 mil, tíquete alimentação de R$ 1 mil e pagamento de intervalo de refeição

Os rodoviários do Rio de Janeiro mantêm o estado de greve, conforme decidido em assembleia nesta terça-feira (7), mas preservam a operação normal dos ônibus no município enquanto aguardam as negociações do dissídio coletivo, marcadas para quarta-feira (8).
A categoria, que iniciou a paralisação em 29 de junho, flexibilizou a proposta de reajuste salarial durante a reunião de terça-feira, reduzindo a pretensão de 17% para 12%, a ser dividida em duas parcelas. Anteriormente, o pedido de 17% previa pagamentos de 8% em julho e 8,5% em novembro, visando a recuperação de perdas inflacionárias.
No campo dos pisos salariais, a reivindicação estabelece o valor de R$ 5 mil para motoristas de veículos articulados, como os do BRT, e R$ 4 mil para os demais condutores. As demandas incluem ainda a implementação de um tíquete alimentação de R$ 1 mil e o pagamento do intervalo de refeição como hora extraordinária.
Do lado das empresas, a oferta de reajuste baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi elevada de 4,39% para 4,5%, conforme atualização apresentada em reunião realizada na segunda-feira (6).