Sindicato da Samsung planeja greve geral por bônus de 15% do lucro anual da empresa
Trabalhadores da Samsung planejam greve de 18 dias, a partir de 21 de maio, para exigir bônus de 15% do lucro anual. A paralisação na divisão de semicondutores pode reduzir a cadeia global de DRAM e NAND. O governo sul-coreano e a justiça local buscam impedir a interrupção das operações

Trabalhadores sindicalizados da Samsung planejam iniciar uma greve geral de 18 dias, com início previsto para 21 de maio e término em 7 de junho, após o fracasso das negociações com a administração da companhia. A pauta central da disputa é a exigência de um bônus correspondente a 15% do lucro anual da empresa, montante estimado em 30 bilhões de dólares.
A paralisação foca na divisão de semicondutores e, apesar do alto nível de automação do setor, a interrupção de serviços auxiliares pode comprometer a produção. Estimativas da KB Securities indicam que a adesão de apenas 30% a 40% dos membros do sindicato poderia reduzir a cadeia de suprimentos global de DRAM entre 3% e 4%, e de NAND entre 2% e 3%. O cenário é agravado pelo fato de que os estoques mundiais de DRAM operam em níveis críticos, com volume suficiente para suprir a demanda por apenas quatro a seis semanas.
O impasse persiste mesmo após a intervenção do governo sul-coreano, que ameaçou acionar a Autoridade de Arbitragem de Emergência para suspender legalmente a greve por até 30 dias. No âmbito jurídico, um tribunal da Coreia do Sul proibiu atividades que interrompam as operações normais da empresa, estabelecendo multa diária de 100 milhões de won (cerca de 66.488 dólares) aos trabalhadores em caso de descumprimento.
Apesar da determinação em seguir com a paralisação, o sindicato mantém a disposição de buscar um acordo durante o período de greve. O movimento ocorre em um contexto de pressão constante sobre os preços e instabilidade nos setores globais de eletrônicos de consumo e memória.