Economia

Startup Jota movimentou R$ 2,2 bilhões em transações durante seu primeiro ano de atividade

11 de Abril de 2026 às 09:22

No primeiro ano, a startup Jota processou R$ 2,2 bilhões e somou 150 mil clientes, recebendo US$ 8,9 milhões de investimento da Maya Capital. A companhia disponibilizou um app de transações via NFC com comandos de voz. A projeção é de 1 milhão de usuários e run rate de R$ 10 bilhões

A startup Jota, fundada por Davi Holanda, registrou 150 mil clientes e um volume total processado (TPV) de R$ 2,2 bilhões em seu primeiro ano de operação. A companhia projeta encerrar o ciclo anual com um run rate de R$ 10 bilhões e a marca de 1 milhão de usuários. Para sustentar esse crescimento, a empresa lançou um aplicativo que integra a tecnologia de pagamento por aproximação, conhecida como tap to phone, a comandos de voz por meio do recurso Fala Tap.

A ferramenta permite que smartphones com tecnologia NFC funcionem como terminais de pagamento, eliminando a necessidade de máquinas físicas. O diferencial reside na interface de inteligência artificial conversacional, que possibilita a abertura de transações via voz, dispensando o preenchimento manual de campos para definir valores e modalidades de pagamento. A startup afirma ser a pioneira em comandos de voz para esse fim, embora a informação não tenha sido confirmada em bases públicas.

A operação da Jota teve início no WhatsApp, visando a comunicação entre pequenos negócios e clientes no Brasil, com serviços de emissão de cobranças, pagamentos de boletos, Pix e consultas financeiras. Com o novo aplicativo, a startup expande sua atuação, mas mantém a lógica de interação por voz, texto e envio de arquivos. O movimento reflete uma tendência do setor de fintechs em migrar do simples meio de pagamento para a gestão da operação financeira diária, abrangendo conciliação e gestão de recebíveis.

A tese do negócio é fundamentada na trajetória de Davi Holanda, com passagens pelo PagBank e Bankly. O executivo defende que a digitalização de contas e créditos não removeu a carga administrativa de donos de negócios, como o fechamento de caixa, a conferência de extratos e o pagamento de fornecedores. Por isso, a Jota se posiciona como uma plataforma de apoio à rotina financeira, onde a inteligência artificial assume a execução de tarefas. O sistema permite o uso de notas fiscais, planilhas e áudios para consolidar saldos e gerar cobranças, incluindo a função de extrato inteligente para leitura de repasses e movimentações.

O plano de expansão foi impulsionado por uma rodada seed de US$ 8,9 milhões, anunciada em 2025 e liderada pela Maya Capital. O aporte visa o desenvolvimento de novos produtos e a ampliação da operação via WhatsApp. Para atrair novos usuários, a empresa investe em aquisição digital e produção de conteúdo educativo, como podcasts e vídeos demonstrativos voltados a empreendedores.

O aplicativo introduz ainda o recurso Meu Time, que centraliza a gestão de vendedores e a liberação de cobranças via celular em uma conta única. O modelo busca replicar a dinâmica do varejo onde a venda é finalizada no atendimento, sem a necessidade de deslocamento do cliente até um caixa, automatizando a gestão financeira do pequeno empreendedor brasileiro.

Notícias Relacionadas