Economia

Taesa, Prysmian e WEG implementam estrutura subterrânea de alta tensão na Subestação de Assis

19 de Maio de 2026 às 06:37

Taesa, Prysmian e WEG instalam estrutura subterrânea de alta tensão na Subestação de Assis, em São Paulo. A obra de 2 km inclui cabos fabricados na China, reatores de teste de 800 kV e três autotransformadores de 300 toneladas. O projeto amplia a capacidade de transformação em 1,5 GVA e adequa a linha de transmissão para 525 kV

Taesa, Prysmian e WEG implementam estrutura subterrânea de alta tensão na Subestação de Assis
Sistema subterrâneo de alta tensão exige instalação precisa, ambiente controlado e emendas que podem custar até R$ 500 mil.

A implantação de uma estrutura subterrânea de alta tensão na Subestação de Assis, no interior de São Paulo, mobiliza a Taesa, a Prysmian e a WEG em um projeto de engenharia elétrica com alta complexidade técnica e financeira. A obra visa reforçar a transmissão de energia por meio de cabos subterrâneos, solução adotada para superar limitações físicas e ambientais que inviabilizariam novas ligações aéreas, evitando a necessidade de novos terrenos e interferências em redes já existentes.

O custo de componentes específicos reflete a criticidade da operação: uma única emenda de cabos para essa classe de tensão pode chegar a R$ 500 mil. Esse valor é justificado pela necessidade de manter o isolamento elétrico rigoroso e suportar altíssimas tensões, transformando cada conexão em um ponto estratégico para a segurança do Sistema Interligado Nacional.

A infraestrutura, com extensão de aproximadamente 2 km, exige processos de montagem em ambientes controlados, semelhantes a salas limpas, para evitar que partículas de poeira comprometam o isolamento dos cabos. A execução depende de mão de obra especializada e acessórios de alto custo, dada a precisão exigida para operar em uma das classes de tensão mais elevadas do país.

No âmbito do fornecimento e execução, a Prysmian opera sob um contrato *turnkey* com a Taesa, abrangendo desde a fabricação dos cabos — parte dos quais é finalizada na China — até a assistência técnica e o treinamento de equipes, realizado em Livorno, na Itália. A empresa também atuou no dimensionamento da estrutura e no layout da subestação. Para validar a segurança do sistema antes da energização, a fabricante utiliza dois reatores ressonantes em testes de comissionamento que atingem 800 kV.

Complementando a obra, a WEG fornece três autotransformadores fabricados em Betim, Minas Gerais. Cada unidade pesa cerca de 300 toneladas e requer logística especializada para o transporte até Assis. O conjunto de equipamentos formará um banco de transformadores de 500 MVA, adicionando 1,5 GVA de capacidade de transformação ao sistema. Além disso, a estrutura permitirá a adaptação de uma linha de transmissão de 440 kV para 525 kV, adequando-a ao padrão predominante no Brasil.

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