Economia

Tensões no Oriente Médio impulsionam alta de quase 10% nos preços do petróleo

14 de Julho de 2026 às 06:06

O petróleo Brent e o WTI subiram 9,59% e 9,42% devido a tensões no Oriente Médio e anúncios de Donald Trump. O Ibovespa caiu 1,2%, enquanto as ações da Petrobras subiram e o dólar fechou a R$ 5,131

O petróleo tipo Brent registrou alta de 9,59%, fechando a US$ 83,30, enquanto o barril WTI avançou 9,42%, cotado a US$ 78,14. A disparada nos preços foi impulsionada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente diante de ameaças ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde trafegam aproximadamente 20% do petróleo mundial.

O cenário de instabilidade foi intensificado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento de sanções contra o Irã e a intenção de implementar uma taxação de 20% sobre as cargas que transitam pelo referido estreito. Em resposta, o governo iraniano prometeu reagir, paralelamente a ataques envolvendo forças do Iêmen e da Arábia Saudita, além de explosões na cidade de Bandar Abbas.

Impactos no mercado financeiro e Ibovespa

A instabilidade global refletiu na B3 nesta segunda-feira (13), com o Ibovespa recuando 1,2%, encerrando nos 175.739 pontos. A queda do índice foi puxada por mineradoras, empresas de consumo e do setor bancário.

A valorização do petróleo, contudo, beneficiou as ações da Petrobras, os ativos mais negociados do dia. As ações ordinárias subiram 3,44%, enquanto as preferenciais avançaram 2,55%. Outras companhias petrolíferas também registraram alta, embora o movimento não tenha sido suficiente para reverter a tendência negativa do índice geral.

Câmbio e projeções econômicas

O dólar comercial encerrou a sessão a R$ 5,131, alta de 0,46% (R$ 0,023), acompanhando o fortalecimento da moeda americana frente a divisas de países emergentes. Durante o dia, a cotação atingiu a máxima de R$ 5,142, reagindo diretamente aos anúncios de Trump sobre o controle do Estreito de Ormuz.

No âmbito doméstico, o mercado monitorou o Boletim Focus do Banco Central. A pesquisa semanal manteve a projeção do dólar em R$ 5,20 para o fechamento deste ano e preservou a expectativa de que a taxa Selic termine 2026 em 14% ao ano.

A volatilidade nos mercados internacionais deve persistir nas próximas semanas, alimentada pelo receio de que a alta do petróleo pressione a inflação global e altere a trajetória dos juros nas principais economias.

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