Economia

União Europeia veta importação de carnes e pescados do Brasil por normas sanitárias

13 de Maio de 2026 às 12:07

A União Europeia vetou a importação de carne bovina, frango, ovos, mel e pescados do Brasil a partir de 3 de setembro. A medida ocorre devido à falta de garantias sobre o controle de antimicrobianos na pecuária. O governo brasileiro pretende reverter a decisão por meio de vias diplomáticas

A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países que cumprem as normas sanitárias contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, resultando no veto à importação de carne bovina, frango, ovos, mel e pescados. A restrição, anunciada na terça-feira (12), entra em vigor no dia 3 de setembro. Enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar, o bloco europeu justifica a exclusão brasileira pela ausência de garantias suficientes sobre o controle de substâncias que tratam infecções ou atuam como promotores de crescimento animal.

O governo brasileiro manifestou surpresa com a decisão e pretende utilizar a via diplomática para reverter o veto, fundamentando a defesa no fato de o país já possuir normas públicas que proíbem as substâncias questionadas e adotar padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

Durante o 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília, nesta quarta-feira (13), o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a qualidade sanitária do Brasil e previu que a situação com a União Europeia será equacionada. Alckmin destacou a relevância do acordo Mercosul-UE, classificando-o como o maior entre blocos globais, com um mercado de US$ 22 trilhões. O vice-presidente pontuou que, embora existam resistências e receios no bloco europeu em relação ao agronegócio, o pacto possui salvaguardas para ambas as partes.

No cenário externo, Alckmin mencionou que as tensões tarifárias com os Estados Unidos estão encaminhadas, embora a investigação comercial da seção 301 ainda gere preocupação. Para tratar do tema, representantes do Brasil e dos EUA realizarão reuniões importantes nos próximos 30 dias. O vice-presidente também citou a vigência de acordos firmados pelo Mercosul com a Suíça, Noruega, Islândia, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura.

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