Educação

Estudante de 11 anos desenvolve método alternativo para calcular raízes quadradas exatas

12 de Maio de 2026 às 18:35

A estudante mineira Júlia Pimentel Ferreira, de 11 anos, criou um método de cálculo de raízes quadradas exatas baseado em somas e multiplicações. O processo, desenvolvido no ambiente escolar, foi formalizado pelo professor Frederico Ferreira e submetido a uma revista científica

Estudante de 11 anos desenvolve método alternativo para calcular raízes quadradas exatas
Raiz quadrada ganha método simples com soma e multiplicação e vira exemplo de matemática e criatividade matemática na escola.

Júlia Pimentel Ferreira, estudante mineira de 11 anos, desenvolveu um método alternativo para calcular raízes quadradas exatas utilizando operações básicas de soma e multiplicação. A descoberta, originada no ambiente escolar durante o estudo de matemática, baseia-se na observação de padrões entre quadrados perfeitos e somas progressivas, oferecendo um caminho mais intuitivo do que as fórmulas tradicionais.

Na prática, o raciocínio da aluna utiliza a relação entre números consecutivos. Para calcular a raiz quadrada de 144, por exemplo, a estudante inicia com uma multiplicação próxima ao valor, como 10 x 10 = 100. A partir daí, aplica somas progressivas: adiciona 10 + 11 para chegar a 121 e, em seguida, soma 11 + 12 ao resultado anterior, atingindo 144. O último número da sequência, 12, define o resultado da raiz. Essa lógica fundamenta-se na propriedade matemática de que a diferença entre quadrados consecutivos segue uma sequência de números ímpares.

O processo foi acompanhado pelo professor Frederico Ferreira, que estruturou a ideia em linguagem matemática e submeteu o método para publicação em uma revista científica da área. Essa formalização permitiu que a percepção inicial da estudante fosse transformada em um modelo passível de análise e discussão acadêmica.

O caso, que teve repercussão inicial em 2023 e voltou a circular nas redes sociais em 2026, destaca a importância do papel do docente em validar raciocínios originais que fogem à rota convencional de ensino. A abordagem de Júlia não substitui o ensino formal, mas serve como porta de entrada para a compreensão de por que determinados procedimentos funcionam, estimulando a investigação e a confiança do aluno.

Para as instituições de ensino, o episódio exemplifica como a matemática pode ser trabalhada de forma menos mecânica, utilizando a descoberta de padrões para discutir sequências numéricas e a construção de fórmulas. O exemplo reforça a premissa de que a valorização do processo de aprendizagem, e não apenas do resultado final, é essencial para incentivar a criatividade e o pensamento científico desde o ensino básico.

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