Educação

UnB sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores Negros entre 28 e 31 de julho

11 de Julho de 2026 às 18:03

A Universidade de Brasília sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) entre 28 e 31 de julho. Organizado pelo NEAB/UnB, ABPN e CONNEABS, o evento reunirá acadêmicos e intelectuais da América Latina com mesas redondas, oficinas e lançamentos literários

UnB sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores Negros entre 28 e 31 de julho
© MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

A Universidade de Brasília (UnB) sediará, entre 28 e 31 de julho, o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (Copene). O evento, organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da instituição (NEAB/UnB), pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS), deve reunir milhares de intelectuais, acadêmicos e estudiosos negros do Brasil e de outros países da América Latina.

A programação do congresso inclui a realização de mesas redondas, painéis, oficinas, minicursos e o lançamento de diversas obras literárias. O encontro visa consolidar a divulgação de produções científicas, fortalecer redes de pesquisa e valorizar saberes afrodiaspóricos, servindo como base para a elaboração de propostas que busquem a justiça social e a equidade racial.

A escolha da UnB como sede remete ao pioneirismo da instituição, que em 2003 implementou o primeiro programa de acesso acadêmico via cotas raciais. Atualmente, a Lei 12.711/2012 obriga a adoção de cotas raciais em todas as 69 universidades federais brasileiras.

Essas políticas afirmativas impactaram a composição do ensino superior no país. Dados do Censo Populacional do IBGE indicam que, entre 2000 e 2022, a proporção de pessoas pardas com graduação saltou de 2,4% para 12,3%, enquanto o índice de pessoas pretas subiu de 2,1% para 11,7%. Apesar do crescimento, esses números permanecem abaixo da metade do percentual de pessoas brancas com curso superior, que é de 25,3%.

No campo da pesquisa avançada, o número de doutores negros à frente de grupos certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) subiu de 8,1% para 22,6% no mesmo intervalo. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 15 mil pesquisadores negros, embora a representatividade desse grupo no ensino e na ciência ainda seja inferior à sua proporção na população total, que é de 55,5%.

Com informações de Agência Brasil

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