Argentina e Inglaterra disputam nesta quarta-feira a última vaga na final da Copa do Mundo
Argentina e Inglaterra enfrentam-se nesta quarta-feira (15), em Atlanta, pela última vaga na final da Copa do Mundo. O duelo ocorre sob tensão devido à disputa geopolítica pelas Ilhas Malvinas, território reivindicado por ambos os países
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Argentina e Inglaterra disputam, nesta quarta-feira (15), a última vaga na final da Copa do Mundo. O jogo acontece em Atlanta, nos Estados Unidos, onde a movimentação de torcedores nos arredores do estádio já é marcada por cânticos e forte tensão.
Histórico e Rivalidade
O confronto esportivo é atravessado por uma disputa geopolítica prolongada. A Argentina reivindica a soberania das Ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos), baseando-se na proximidade geográfica: o arquipélago está a aproximadamente 600 km da costa da Patagônia, enquanto o Reino Unido dista cerca de 13 mil km.
A cronologia da disputa envolve as seguintes etapas:
* Década de 1820: A Argentina, já independente da Espanha, enviou autoridades para tomar posse das ilhas.
* 1829: Nomeação de um governador argentino para a região.
* 1833: Forças britânicas expulsaram as autoridades argentinas. O Reino Unido justifica a ação alegando que sua reivindicação sobre o território data de 1765.
Conflitos Armados e Impactos
A tensão culminou em 1982, quando a Argentina invadiu as ilhas, iniciando uma guerra que durou dois meses e terminou com a vitória britânica. O conflito resultou na morte de 649 soldados argentinos, 255 combatentes britânicos e 3 moradores locais.
No campo do futebol, a Argentina mantém um retrospecto invicto em semifinais de Copa do Mundo. Um dos marcos dessa rivalidade ocorreu na edição de 1986, quando a seleção argentina derrotou a Inglaterra nas quartas de final. A partida foi decidida por dois gols de Maradona, incluindo o lance "La Mano de Dios" e outra jogada considerada uma das mais belas da história do esporte.
Contexto Político Atual
A divergência sobre a posse do arquipélago permanece ativa na agenda política argentina. O atual presidente, Javier Milei, reivindicou a soberania do território, seguindo a linha de gestões anteriores, como as de Cristina Kirchner e Maurício Macri, que também defenderam a posse das ilhas.