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CBF informa que Neymar apresenta boa evolução na recuperação de lesão na panturrilha

08 de Junho de 2026 às 18:05

Neymar realizou exames nesta segunda-feira (8) para monitorar a recuperação de uma lesão de grau 2 na panturrilha. A CBF informou evolução positiva do atleta, mas não definiu a data de retorno aos jogos

CBF informa que Neymar apresenta boa evolução na recuperação de lesão na panturrilha
Reprodução/CBF TV

Neymar realizou novos exames nesta segunda-feira (8) para acompanhar a recuperação de uma lesão de grau 2 na panturrilha. Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o atacante apresenta boa evolução, embora não tenha estabelecido uma data exata para o seu retorno aos gramados.

O problema muscular foi sentido originalmente no dia 17, durante partida entre Santos e Coritiba. Na semana seguinte, a detecção de um edema na panturrilha — acúmulo de líquidos geralmente causado por pancadas ou estiramentos — já sinalizava a possibilidade de ausência do jogador em amistosos antes da Copa do Mundo. O diagnóstico definitivo da lesão ocorreu em 28 de maio, quando o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, estimou um prazo de liberação entre duas e três semanas.

Devido ao quadro, o atleta foi desfalcado nos dois amistosos preparatórios da Seleção Brasileira: o jogo contra o Panamá, no Maracanã, e o confronto diante do Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos. Se a previsão mais otimista for concretizada, Neymar poderá estar disponível dois dias antes da estreia do Brasil no Mundial; caso contrário, há o risco de perder a primeira partida da competição.

A lesão de grau 2 caracteriza-se pela ruptura parcial das fibras musculares, resultando em perda parcial de força e função, além de dor moderada. Esse tipo de dano ocorre quando a carga aplicada ao músculo excede sua capacidade de suporte, especialmente em movimentos de aceleração, arrancadas ou mudanças rápidas de direção. O quadro difere do grau 1, que é um estiramento leve sem prejuízo ao movimento, e do grau 3, que envolve a ruptura completa do músculo ou sua separação do tendão.

Os sintomas associados a esse nível de lesão incluem inchaço, fraqueza muscular, espasmos, limitação de movimento, vermelhidão, hematomas e sensibilidade. O protocolo de tratamento inicial prioriza o controle do edema, da inflamação e da dor, evoluindo posteriormente para etapas de fisioterapia, fortalecimento e recondicionamento físico.

Embora o tempo de recuperação para rupturas parciais costume variar entre quatro e oito semanas, dependendo da localização e extensão do dano, a estrutura médica disponível para atletas de alto rendimento pode viabilizar o retorno dentro do cronograma esperado, desde que a evolução clínica seja favorável.

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