Fifa permite a entrada de garrafas de água descartáveis nos estádios da Copa do Mundo
A Fifa autorizou a entrada de garrafas de água descartáveis, lacradas e de 590 ml nos estádios da Copa do Mundo nos Estados Unidos e Canadá. A medida exclui recipientes rígidos ou reutilizáveis. A entidade também coordena a instalação de pontos de hidratação e resfriamento no entorno das arenas
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A Fifa flexibilizou as normas de acesso aos estádios da Copa do Mundo na América do Norte e passará a permitir que torcedores entrem com garrafas de água descartáveis, de plástico flexível, lacradas de fábrica e com capacidade de 590 ml. A medida, anunciada na sexta-feira (5), é válida para todas as partidas realizadas no Canadá e nos Estados Unidos. No entanto, o diretor de operações da entidade, Heimo Schirgi, confirmou que garrafas rígidas e reutilizáveis continuam proibidas por questões de segurança.
A decisão altera uma política implementada apenas uma semana antes do torneio, quando a Fifa modificou seu código de conduta para vetar a entrada de garrafas, copos, potes e latas, visando evitar ferimentos causados por objetos arremessados ao campo. Anteriormente, as regras permitiam recipientes transparentes e reutilizáveis de até um litro.
A mudança ocorre sob pressão devido aos riscos à saúde provocados pelas altas temperaturas, especialmente em arenas que possuem pouca ou nenhuma sombra. Uma pesquisa realizada em maio indicou que aproximadamente 25% dos jogos da Copa de 2026 devem ocorrer sob condições de calor preocupantes para atletas e público.
Para mitigar os efeitos térmicos, a Fifa informou que coordena com as autoridades locais e comitês das cidades-sede a instalação de pontos de hidratação, ventiladores, tendas de resfriamento e estações de nebulização no perímetro dos estádios. A entidade ressaltou ainda que os preços da água vendida dentro das arenas seguirão os padrões de outros eventos realizados em cada local.
A hidratação constante é considerada fundamental para evitar a sobrecarga cardiovascular e reduzir a temperatura corporal. Em atletas, a exposição ao calor extremo pode causar câimbras, exaustão térmica e insolação. Para o público e jogadores, sinais como tontura, fraqueza muscular, fadiga, náusea, vômitos, visão embaçada e dores musculares indicam quadros de exaustão. Em casos mais graves de insolação, a temperatura do corpo pode ultrapassar os 40ºC, gerando riscos de comprometimento neurológico, convulsões e perda de coordenação motora.