Fifa retira árbitro somali da Copa do Mundo após governo dos Estados Unidos barrar sua entrada
A Fifa removeu o árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo após o governo dos Estados Unidos barrar sua entrada no país. O profissional de 34 anos integrava o grupo de 52 selecionados para o torneio
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A Fifa retirou o árbitro somali Omar Artan do quadro de profissionais escalados para a Copa do Mundo após o governo de Donald Trump barrar a entrada do atleta nos Estados Unidos. Aos 34 anos, Artan estava entre os 52 árbitros selecionados para a edição do torneio organizada por Canadá, México e Estados Unidos, onde seria o primeiro representante da Somália a atuar na competição.
O profissional, que atua na liga de seu país e integra o quadro da Fifa desde 2018, havia sido eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. Ao retornar à Somália nesta quarta-feira (10), Artan foi recebido como herói. Abshir, assessor do árbitro e ex-capitão da seleção somali, afirmou que a decisão de impedir o trabalho de um dos profissionais mais respeitados da África prejudica o indivíduo e compromete os princípios de mérito, equidade e fair play do futebol.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, classificou a ausência de Artan como "lamentável", mas reiterou que a entidade não possui autonomia para interferir em decisões migratórias de países-sede. A posição foi formalizada em nota pela federação no início da semana e reforçada por Infantino em coletiva nesta quarta-feira.
Enquanto a situação do árbitro gerou repercussão mundial, Infantino destacou a articulação nos bastidores que garantiu a participação da seleção do Irã no território norte-americano, apesar do estado de guerra entre Estados Unidos e Irã desde o final de fevereiro. Até o momento, o governo Trump não se manifestou publicamente sobre o impedimento de entrada de Omar Artan.