Fifa suspende cartão vermelho de Folarin Balogun após solicitação de Donald Trump
A Fifa suspendeu o cartão vermelho do atacante Folarin Balogun, liberando-o para a partida entre Estados Unidos e Bélgica nesta segunda-feira (6). A decisão ocorreu após solicitação de Donald Trump ao presidente da entidade, que determinou ainda um período probatório de um ano para o jogador
Folarin Balogun está liberado para atuar na partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final desta segunda-feira (6), em Seattle, após a Fifa suspender o cartão vermelho recebido pelo atacante dos Estados Unidos. O jogador de 25 anos havia sido expulso por meio do VAR no segundo tempo do jogo contra a Bósnia e Herzegovina, na semana passada, ao atingir o tornozelo de Tarik Muharemovic com a chuteira, partida na qual marcou seu terceiro gol no torneio.
A reversão da punição ocorreu no domingo (5), após o presidente Donald Trump solicitar a revisão da decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. A entidade justificou a medida com base em seu código disciplinar, que concede discricionariedade para suspender total ou parcialmente sanções, e determinou que Balogun cumpra um período probatório de um ano.
A decisão foi celebrada publicamente por Trump e pela Casa Branca, via rede social X, além de ter sido aceita pela Federação de Futebol dos EUA. Os jogadores americanos, no entanto, souberam da liberação pelas redes sociais enquanto se deslocavam para o treinamento.
A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) manifestou surpresa com a medida, alegando que o regulamento da Fifa prevê a suspensão automática para a partida seguinte em casos de expulsão, padrão seguido em todas as ocorrências anteriores nesta Copa. Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, afirmou que Balogun não merecia o cartão vermelho, mas questionou a suspensão da punição, citando a expulsão de seu defensor Jarell Quansah na vitória por 3 a 2 contra o México, ocorrida no domingo.
A intervenção gerou críticas da União Europeia e da Uefa, colocando o processo disciplinar da Fifa e a relação entre a entidade e o poder político sob escrutínio global. Casos semelhantes de flexibilização de punições ocorreram recentemente: em novembro do ano passado, Cristiano Ronaldo teve adiadas duas partidas de uma suspensão de três jogos; em abril, Nicolás Otamendi e Moisés Caicedo também tiveram suspensões de um jogo adiadas.
Historicamente, o episódio remete a 1962, quando Garrincha, do Brasil, foi expulso aos 83 minutos da semifinal contra o Chile. Após pressão que incluiu o apoio do presidente chileno Jorge Alessandri, o jogador pôde disputar a final contra a Tchecoslováquia, jogo em que o Brasil venceu e conquistou seu segundo título consecutivo.