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Irã é eliminado da Copa do Mundo após terminar a fase de grupos sem derrotas

28 de Junho de 2026 às 09:01

O Irã foi eliminado da Copa do Mundo após empatar em 1 a 1 com o Egito e o empate entre Argélia e Áustria. A seleção terminou a fase de grupos invicta, mas perdeu a vaga para a etapa eliminatória devido ao saldo de gols

Irã é eliminado da Copa do Mundo após terminar a fase de grupos sem derrotas
GETTY IMAGES via BBC

O Irã foi eliminado da Copa do Mundo após terminar a fase de grupos invicto, perdendo a vaga para a fase eliminatória devido ao saldo de gols. A seleção, comandada pelo técnico Amir Ghalenoei, dependia de resultados específicos e de seu próprio desempenho em Seattle para avançar ao mata-mata pela primeira vez em sua história.

No confronto contra o Egito, a equipe iraniana precisava da vitória para garantir a classificação. Após sair atrás no placar, o time reagiu e empatou com um chute de Ramin Rezaeian, embora o atacante Mehdi Taremi tenha desperdiçado um pênalti durante a partida. Nos acréscimos do segundo tempo, Shoja Khalilzadeh marcou o que seria o gol da vitória após uma confusão na área, mas a rede foi anulada por um impedimento mínimo, com a ponta do pé do atleta à frente do penúltimo defensor egípcio. O jogo terminou em 1 a 1.

A definição da vaga dependeu, então, do resultado entre Argélia e Áustria. O Irã precisava da vitória de qualquer um dos lados. Aos 48 minutos do segundo tempo, Riyad Mahrez marcou para a Argélia, colocando o Irã novamente em posição de classificação. No entanto, nos segundos finais, Sasa Kalajdzic empatou a partida com um cabeceio, selando a eliminação iraniana. O Senegal assegurou a última vaga entre os terceiros colocados pelo saldo de gols, enquanto Cabo Verde avançou em segundo lugar no Grupo H, também após empatar os três jogos da primeira fase.

A campanha ocorreu sob severas restrições logísticas e políticas devido ao conflito do país com Israel e Estados Unidos. A seleção teve que transferir sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no México. Durante o torneio, os atletas enfrentaram limitações de visto, sendo autorizados a entrar nos EUA apenas no dia anterior aos dois primeiros jogos, com a obrigação de deixar o país na mesma data das partidas.

Apenas para o jogo em Seattle as regras foram flexibilizadas, permitindo a chegada da equipe dois dias antes, embora o retorno imediato a Tijuana fosse obrigatório após o apito final. Amir Ghalenoei classificou seu elenco como o mais oprimido da competição, afirmando que a equipe teve menos da metade do tempo de preparação necessário em comparação a outras seleções. O técnico manifestou orgulho pelo desempenho do grupo diante das adversidades e solicitou à Fifa que garanta a isonomia no tratamento de equipes por países anfitriões em edições futuras.

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